segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Doença de Parkinson


Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:
Rigidez muscular

·         Tremor de repouso

·         Hipocinesia (diminuição da mobilidade)

·         Instabilidade postural



Etiopatogenia

A principal característica patológica da DP, podendo ser encontrados em outras doenças degenerativas ou mesmo em indivíduos assintomáticos. Tais corpos são inclusões citoplasmáticas eosinofílicas constituídas por várias estruturas de natureza protéica encontradas em áreas de degeneração celular, podendo ser consideradas como marcadores de perda neuronal.

Atualmente há cinco linhas de raciocínio de maior interesse no que se refere a etiologia da DP:

Ação de neurotoxinas ambientais

Produção de radicais livres

Anormalidades mitocondriais

Predisposição genética

Envelhecimento cerebral

SINTOMATOLOGIA

Rigidez - aumentada nos músculos.

Tremor - O tremor parkinsoniano mais típico é observado durante o repouso.

Bradicinesia - lentidão do movimento

Instabilidade postural - perda de reflexos posturais.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico da doença de Parkinson é feito por exclusão. Exames como eletro-encefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, normalmente são pedidos pelos médicos para ter certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença cerebral.

Isso significa que o diagnostico da doença é baseada somente na história clínica do doente. O aumento gradual dos tremores, maior lentidão de movimentos, caminhar arrastando os pés e a postura inclinada para frente constitui os sintomas que caracterizam a doença;

TRATAMENTO

Tratamento Medicamentoso

Geralmente são usados medicamentos da classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil e biperideno, que são eficientes e bem tolerados. A selegilina tem sido considerada uma das principais drogas do cérebro desde 1990. Também são utilizadas a levodopa, a carbidopa e a benzerazida.

Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos medicamentos que quando indicados devem ser dados progressiva e lentamente, até atingir as doses suficientes.

Tratamento Psicoterápico

Pacientes com Parkinson podem ter problemas mentais, como depressão, graus diversos de demência, próprios da doença e piorando pelos medicamentos anteriormente indicados. Consegue-se controlar este sério problema principalmente com a Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo contrário, podendo melhorar também o tremor. Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico com os seus devidos controles.

O psicoterapeuta e a família dando ocupações, carinho e estímulos são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.

Tratamento Cirúrgico

Há décadas vem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle da sintomatologia parkinsoniana, ora atuando sobre os tremores, ora sobre a rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis.

Pode haver várias formas de prevenção alegada doença de Parkinson, mas o fato é que os pesquisadores ainda não descobriram uma maneira de evitar essa condição.

PREVENÇÃO 

Pode haver várias formas de prevenção alegada doença de Parkinson, mas o fato é que os pesquisadores ainda não descobriram uma maneira de evitar essa condição.

AÇÃO DO ENFERMEIRO

O Primeiro passo para o Profissional de enfermagem é focalizar como a doença afetou as atividades da vida diária e capacidades funcionais do paciente. Os pacientes são observados para o grau de incapacidade e para as alterações funcionais que ocorrem durante o dia, como as respostas ao medicamento.

Quase todo paciente com um distúrbio de movimento apresenta alguma alteração funcional e pode exibir algum tipo de disfunção comportamental.

Planejamento e Metas a serem cumpridas - As metas para o paciente podem incluir a melhora da mobilidade funcional, manutenção da independência nas atividades da vida diária, obtenção da eliminação intestinal adequada, obtenção e manutenção do estado nutricional aceitável, obtenção da comunicação efetiva e desenvolvimento de mecanismo de enfrentamento positivo.




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