RESUMO
Introdução: A
lesão medular traumática ocorre quando um evento traumático, como o associado a
acidentes automobilísticos ou motociclísticos, mergulho, agressão com arma de
fogo ou queda resulta em lesão das estruturas medulares interrompendo a passagem
de estímulos nervosos através da medula. A lesão pode ser completa ou
incompleta. A lesão é completa quando não existe movimento voluntário abaixo do
nível da lesão e é incompleta quando há algum movimento voluntário ou sensação
abaixo do nível da lesão. Frente a essas alterações clínicas é
necessária uma abordagem de caráter precoce e multidisciplinar de reabilitação.
As técnicas fisioterapêuticas vêm proporcionando aos pacientes vítimas
de traumatismo raquimedular uma maior qualidade de vida, através do
aprimoramento do tratamento das seqüelas. Objetivos:
aplicar a avaliação neurofuncional, compreender o quadro clínico
apresentado pelo paciente e desenvolver um plano de tratamento embasado na
literatura, visando melhor qualidade de vida e independência do paciente. Metodologia: a apreciação da ficha de
avaliação de traumatismo raquimedular e o tratamento foram realizados na
Clínica Escola de Pesquisa e Atendimento de Fisioterapia – CEPAF da
Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de Joaçaba, com o paciente E.L.R.S,
sexo masculino, de 42 anos, da cidade de Luzerna - SC, com diagnóstico clínico
de Traumatismo Raquimedular a nível de T5-T6. Resultados e Discussões:
Palavras Chave: Traumatismo
Raquimedular. Lesão Medular. Fisioterapia.
INTRODUÇÃO
"Aquele que tem um desvio do pescoço, não move seus braços
e pernas e cuja urina goteja, tem uma enfermidade
que não deve ser tratada."
Papiro de Edwin Smith (2686-2631 aC)
A visão negativa com relação ao tratamento e
prognóstico do TRM já se fazia presente nos trabalhos de Hipócrates (1460-1375
aC) embora ele esboçasse técnicas para tração axial da coluna vertebral. Paulo
de Aegina (625-690 dC), outro médico grego, foi o realizador da primeira
cirurgia de laminectomia - que só veio a ser repetida em 1828. Durante os
séculos seguintes, os pacientes com TRM continuaram a ser tratados de forma
primitiva, havendo descrições de métodos rudimentares - cruéis, até - para
redução de fraturas e luxações da coluna vertebral. (Balbani, A., Filho, T., Jorge,
F., 1995)
Sabe-se hoje que a lesão medular tem potencial
de recuperação, e diversos estudos efetuados em diferentes países forneceram
alguns dados sobre a melhoria do estado neurológico. (Andrade, M.J., Gonçalves,
S., 2007)
O traumatismo raquimedular (TRM) é uma condição
catastrófica que dependendo da sua gravidade pode causar alterações dramáticas
na vida da vítima. O TRM geralmente ocorre em pessoas ativas independentes, que
em um determinado momento tem controle sobre suas vidas e no momento seguinte
estão paralisadas, com perda de sensibilidade e funções corporais. (Umphred,
2004)
O trauma raquimedular é uma lesão traumática
definida como um conjunto de situações que comprometem a função da medula espinal
em graus variados de extensão. (Cavenaghi et al., 2005) Apresenta-se como uma
grave síndrome incapacitante, que pode causar alterações na motricidade,
sensitiva e autônoma, tendo como principal etiologia a lesão traumática, devido
à agressão mecânica, na medula espinal. (Freitas et al, 2006)
A lesão de medula espinal ocorre em cerca de 15
a 20% das fraturas da coluna vertebral e a incidência desse tipo de lesão
apresenta variações nos diferentes países. Estima-se que, na Alemanha, ocorram
anualmente dezessete (17) casos novos por milhão de habitantes, nos EUA, essa
cifra varia de trinta e dois (32) a cinqüenta e dois (52) casos novos anuais
por milhão de habitantes e, no Brasil, cerca de quarenta (40) casos novos
anuais por milhão de habitantes. (Defino, 1999)
A lesão ocorre, preferencialmente, no sexo
masculino, na proporção de 4:1, na faixa etária entre 15 a 40 anos. (Defino,
1999) (Freitas et al, 2006) Acidentes automobilísticos, queda de altura,
acidente por mergulho em água rasa e ferimentos por arma de fogo têm sido as
principais causas de traumatismo raquimedular (TRM). (Defino, 1999)
Anatomicamente, as lesões estão diretamente
relacionadas ao mecanismo de trauma e a maior parte (cerca de 2/3) das lesões
medulares está localizada na coluna cervical. As lesões na região torácica
acontecem em 10% das fraturas desse segmento e 4% na coluna toracolombar.
(Freitas et al, 2006) ( Defino, 1999) A literatura mundial relata que as lesões
traumáticas de coluna torácica e lombar acometem preferencialmente adultos
jovens do sexo masculino. Esses traumatismos são acompanhados por 10 a 30% de
dano neurológico. (Cunha, F.M. da, Guimarães, E.P., Menezes, C.M., 2000)
Os sintomas ocorrem de acordo com o nível da lesão,
a extensão e o tempo do acometimento,
sendo esta classificada em completa (ausência de função abaixo do nível da
lesão) e incompleta( alguma função preservada abaixo do nível de lesão).
(Cavenaghi et al, 2005) Quanto ao nível da lesão, os pacientes podem ser
classificados em tetraplégico, quando a lesão é acima de T1 e paraplégico,
quando a lesão é abaixo deste nível. (Borges,2005)
Paraplegia refere-se à deficiência ou perda de função motora e/ou
sensorial nos segmentos torácico, lombar ou sacral da medula espinal. A função
dos membros superiores é preservada, mas o tronco, os membros inferiores e os
órgãos pélvicos podem ficar comprometidos. (Stokes, 2000) T1 é o primeiro nível
de lesão classificado como Paraplegia, na
qual os membros superiores não são afetados. (Umphred, 2004)
Nos tipos de lesão traumática incluem:
CHOQUE MEDULAR – É a perda de todas as funções neurológicas abaixo do
nível da lesão medular, o que representa interrupção fisiológica, e não
anatômica, da medula espinhal. Caracteriza-se por paraplegia flácida e ausência
de atividade reflexa. A duração não costuma ser superior a 48 horas, mas podem
persistir várias semanas. O retorno de atividades reflexas indicam o fim do
choque medular. A ausência do retorno da motricidade ou sensibilidade abaixo do
nível da lesão, após o choque medular, é indicativo de lesão irreparável.
LESÃO MEDULAR COMPLETA- As funções motoras e sensitivas estão ausentes
abaixo do nível da lesão.
LESÃO MEDULAR INCOMPLETA – Há alguma função motora
ou sensitiva abaixo do nível da lesão. (Gesser, M., Lima, A.K., Rosa, M., 2002)
É imprescindível para a reabilitação desses pacientes, o acompanhamento
de uma equipe multidisciplinar e com intervenção fisioterapêutica precoce,
assim que o paciente chega ao hospital, seja no pronto-socorro, na enfermaria
ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). (Cavenaghi et al, 2005)
A fisioterapia precoce, ainda no período hospitalar, por meio de
diferentes técnicas cinesioterapêuticas, é eficaz em todas as fases da doença,
previne deformidades, proporciona maior independência funcional e melhora a
qualidade de vida. Cinesioterapia passiva é imprescindível para a manutenção da
amplitude articular e da flexibilidade, enquanto os exercícios de resistência e
força muscular garantem mudanças do sistema cardiovascular, previnem as
complicações circulatórias e melhoram as capacidades funcionais. (Cavenaghi et
al, 2005)
Na fase de reabilitação intensiva, o programa de reabilitação do lesado
medular visa adequá-lo à utilização de todo o seu potencial funcional até o
nível máximo de independência possível. A fisioterapia engloba, nesta fase,
diversas atividades que devem ser adequadas às necessidades e potencialidades
de cada paciente. (Gesser, M., Lima, A.K., Rosa, M., 2002) O fisioterapeuta tem
um importante papel na prevenção de deformidades, no aumento e na manutenção de
amplitude de movimento. (Umphred, 2004)
Os objetivos com a reabilitação devem estabelecer uma intervenção
imediata e profilaxia para evitar complicações, atingir independência funcional
adequada ao nível de lesão e atingir e manter uma reintegração social. (Stokes,
2000)
As lesões medulares, devido à sua gravidade e
irreversibilidade, exigem, para melhoria da qualidade de vida dos indivíduos
que sofreram esse trauma, um programa de reabilitação longo e que, na maioria
das vezes, não leva à cura, mas auxilia na adaptação a uma nova vida. As
seqüelas e as dificuldades que essas pessoas enfrentam para retornar à sua vida
familiar e social interferem na sua qualidade de vida e é um desafio aos
profissionais de um programa de reabilitação. (Bampi, 2008)
Aspectos curativos da lesão raquimedular ainda
é um desafio para os profissionais da saúde. Técnicas inovadoras, como
experimentos animais de transplante de células tronco do sistema nervoso
central, auxiliam as pesquisas de novas opções de tratamento que objetivam a
recuperação da função após o trauma, no entanto, suas aplicabilidades dependem
de recursos tecnológicos de difíceis acessos. (Cavenaghi et al, 2005)
O ponto principal na recuperação do paciente com traumatismo
raquimedular não está na aplicabilidade e acesso a tecnologias sofisticadas. A
meta é realizar-se a prevenção das possíveis complicações, que pode ser feita
através de medidas simples. Quando se têm pacientes orientados adequadamente
desde o momento pós-trauma, que acabam evoluindo sem obter conseqüências
evitáveis, a funcionalidade, e em decorrência a qualidade de vida, torna-se
maior, dentro é claro dos limites impostos pela lesão. (Gesser, M., Lima, A.K.,
Rosa, M., 2002)
MATERIAL E MÉTODO
O artigo em questão enquadra-se no tipo descritivo, sob a forma de estudo
de caso, através do qual se pretende descrever o acompanhamento do tratamento
de um paciente portador de seqüela de Traumatismo Raquimedular, através da
avaliação e evolução do paciente, a partir da abordagem fisioterapêutica
utilizada.
A amostra foi composta de um sujeito portador de seqüela de traumatismo
raquimedular em nível de T5-T6, E. L. R. S., do gênero masculino, com idade de
42 anos, publicitário aposentado e músico, paciente da Clínica Escola de
Pesquisa e Atendimento de Fisioterapia – CEPAF, da Universidade do Oeste de
Santa Catarina (UNOESC) – Campus de Joaçaba, devido a encaminhamento médico no
mês de abril de 2009.
Os dados foram coletados nas sessões de tratamento fisioterapêutico e na
avaliação realizada por uma acadêmica. Os instrumentos utilizados para a coleta
de dados foram a ficha de avalição para traumatismo raquimedular e a ficha de
evolução diária.
A avaliação neurofuncional foi realizada de acordo com a ficha de
avaliação para traumatismo raquimedular utilizada na CEPAF, composta de dados de
identificação, anamnese, inspeção e palpação, avaliação de sensibilidade,
movimentos preservados, equilíbrio e avaliação da atividade funcional, seguida
pelos objetivos e planos de tratamento fisioterápico. Na ficha de evolução
diária estão descritas as atividades realizadas em cada sessão.
Na anamnese foi
coletados dados pessoais do paciente (nome, idade,
procedência, profissão), diagnóstico clínico, queixa principal (QP), patologias
associadas, história
da doença atual (HDA), história da doença pregressa (HDP), história sobre o uso
de medicamentos (HM) e exames complementares.
No exame
físico foram investigadas a presença de edemas, contraturas e deformidades,
cicatrizes, força muscular, coordenação dinâmica, tônus
muscular através da escala de Ashworth e realizada a avaliação postural do
paciente.
Na avaliação da qualidade dos
movimentos foram avaliados quais os movimentos preservados. Observou-se na
avaliação da atividade funcional o rolar, as mudanças de posição (sentado, de
gato, ajoelhado) e questionou-se a realização das AVD´S, quais apresenta
dificuldades. O equilíbrio estático (sentado) e equilíbrio dinâmico, o uso de
órteses, controle vesical e intestinal, o tipo de bexiga neurogênica e a função
respiratória também foram verificados.
Após a avaliação, elaborou-se plano de tratamento fisioterapêutico,
baseado na literatura, que teve como objetivo: Alívio da dor em coluna
cervical; manter a amplitude de movimento (ADM); contribuir para a manutenção
de uma boa circulação; evitar contraturas e deformidades; adquirir controle de
tronco sem apoio para facilitar o uso da guitarra e violão; melhorar a postura quando
sentado; fortalecimento muscular de MMSS; descarga de peso e melhora de tronco superior
(equilíbrio). Sendo realizadas quatro sessões semanais de 50 minutos cada sessão, durante
quatro semanas.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A avaliação foi realizada no dia 28 de julho de 2009, na CEPAF, com
duração de 50 minutos. Durante a realização da anamnese o paciente relatou como
queixa principal sua dificuldade em transferir-se para cadeira de banho e vaso sanitário
(devido baixa altura). A expectativa do paciente em relação ao tratamento
realizado é facilitação nas transferências e alívio da tensão muscular em
cervical, a qual lhe causa muita dor, principalmente após shows, quando passa
muito tempo tocando guitarra ou violão e utiliza da musculatura cervical alta e
baixa para manter o equilíbrio na cadeira.
Ao investigar a HDP, o paciente relatou ter sofrido um acidente de carro
aos 26 anos, quando ainda morava em Pato Branco, PR. Em uma tarde de
sexta-feira, seu chefe lhe comunicou que tinha que substituir um cinegrafista
em um trabalho em uma cidade vizinha. O motorista da produtora o pegou em
seu apartamento e seguiram viagem. Perto da cidade de Marilópolis, PR, o
motorista perdeu controle do veículo por causa de uma forte chuva que
caia. O carro capotou e o paciente ficou preso nas ferragens até o socorro
chegar. Permaneceu inconciente por bastante tempo e teve múltiplas
fraturas por todo o corpo, inclusive duas vertebras da coluna toráxica que
o deixaram paraplégico. Ficou internado na Policlínica de Pato Branco,
onde foi feita uma cirurgia, pelo Dr. Paulo Roberto Mussi, para
descompresão da medula e colocação de hastes de sustentação. Em torno de seis
meses após o acidente, conseguiu uma vaga no hospital da Rede Sarah, em
Brasilia. Ficou como semi-interno
durante três meses para poder reabilitar e aprender técnicas do como tocar a
vida em frente com a cadeira de rodas. Ao voltar do Sarah, já bem reabilitado,
enfrentou outra cirurgia para retirada das hastes que ja estavam atrapalhando
seus movimentos. Quanto a HDA o paciente iniciou a fisioterapia na CEPAF - UNOESC
em abril de 2009, é cadeirante, paraplégico e realiza suas AVD´S de forma
independente e com facilidade.
Segundo informações colhidas (SIC), não faz uso de medicamentos e não tem
histórico familiar desta fatalidade.
Na avaliação física, o paciente apresentou cicatriz de úlcera em região
sacral e cicatriz cirúrgica nas costas. Sua postura é cifótica, apresentando
uma assimetria de ombros, seu tônus
espástico, pé esquerdo fica em dorsiflexão devido a encurtamento de tibial
anterior e pé direito em plantiflexão devido a encurtamento de sóleo e
gastrocnêmio. Na inspeção, expôs que sente uma dor em queimação abaixo da
lesão, mais especificamente na articulação do quadril e no joelho. A palpação
apresenta dor em coluna cervical, não apresenta contraturas nem deformidades.
Nos testes de força muscular apresenta grau 5 (cinco) em MMSS em todas as
articulações e o tônus é normal. Em MMII a força muscular é ausente pela
espasticidade.
Tem movimentos preservados de MMSS e cervical, sendo que ao fazer abdução
de ombro, seu tronco desloca-se para frente devido à ausência de musculatura
estabilizadora. Abaixo do nível de T6 perdeu os movimentos.
Apresenta espasticidade em MMII e bexiga reflexa (espástica). Na
avaliação neurológica de equilíbrio e atividades funcionais, apresentou
equilíbrio dinâmico ausente e no equilíbrio estático necessita de apoio para
manter a estabilidade de tronco. Apresenta boa coordenação ao locomover-se em
cadeira de rodas.
Nos testes de sensibilidade, em MMII ocorre anestesia de sensibilidade
térmica, tátil e dolorosa. Em MMSS é normal. Na região do ângulo inferior das
escápulas, sente, mas não consegue distinguir os estímulos.
Com relação as suas AVD’s, o paciente rola por completo, passa para
sentado, para gato e fica de joelhos, sendo auxiliado pelos MMSS. Paciente não
deambula, mas consegue manter-se em posição ortostática fazendo uso de talas e
barras paralelas como apoio.
Exames complementares:
Radiografia (30/06/2009):
•
Joelho Esquerdo:
parafuso intercondiliano e no 1/3 superior da tíbia esquerda com tunelização
óssea para fixação do ligamento cruzado (ligamentoplastia). Espaços articulares
preservados.
•
Articulação Coxo-Femoral Esquerda e Direita:
discreta esclerose reacional subcondral do rebordo superior acetabular
esquerda. Calcificações de partes moles látero-superior da articulação
coxo-femoral esquerda.
Ressonância magnética: não localizado o laudo médico, porém a
imagem revela lesão medular completa em nível de T5-T6.
O paciente faz quatro sessões semanais na clínica escola da UNOESC, sendo
eles, duas vezes por semana (dois horários), onde no primeiro horário é realizada
liberação manual de pontos de tensão, alongamentos para musculatura de coluna
anterior e posterior e cervical, músculos peitorais, fortalecimento muscular de
MMSS, músculos rombóides e de estabilizadores de coluna cervical, treino de
equilíbrio e no 2º horário o paciente é colocado nas barras paralelas onde
permanece em posição ortostática.
Em pacientes com lesão medular, os objetivos do
programa de reabilitação são embasados na organização seqüencial dos segmentos
medulares e na capacidade residual dos músculos preservados. (Battistella et al,
2005) Após toda avaliação, desenvolveu-se os objetivos de tratamento que
são: Manter Amplitude de Movimento (ADM); - Alívio da dor causada pela tensão
muscular em cervical; - Contribuir para a manutenção de uma boa circulação; -Evitar
contraturas e deformidades; -Adquirir controle de tronco sem apoio para
facilitar o uso da guitarra e violão; -Melhorar postura quando sentado; -Fortalecimento
muscular de MMSS; -Descarga de peso e melhora do tronco (equilíbrio).
Logo, a conduta do tratamento envolveu: - Liberação miofascial em coluna
cervical; - Alongamento de MMII, Coluna e MMSS; - Mobilização passiva de MMII
(PTVP). -Treino de equilíbrio de tronco; - Alongamento de peitoral e
musculatura cervical; - Paciente é colocado em posição ortostática nas barras
paralelas; -Fortalecimento muscular de MMSS com theraband.
Segundo Borges, 2005, o fortalecimento da musculatura preservada é
imprescindível no processo de reabilitação, para que o lesado medular atinja a
maior independência possível.
Realiza-se liberação miofascial no intuito de promover
um relaxamento muscular e aliviar a dor. Pode-se considerar o relaxamento
muscular como uma preparação do músculo para responder adequadamente as
solicitações posteriores durante atividades motoras. (Gesser, M., Lima, A.K., Rosa, M.,
2002)
Mobilizações passivas, junto com o posicionamento adequado e o uso de
órteses, podem prevenir perda de mobilidade em articulações distais. (Umphred,
2004) Os movimentos passivos são essenciais para todas as articulações do
membro sobre o qual o paciente não tem controle voluntário(Gesser, M., Lima,
A.K., Rosa, M., 2002). Com a realização dessas mobilizações em MMII,
espera obter-se, além da manutenção da mobilidade, uma melhora na circulação
sanguínea e linfática, auxiliando principalmente no retorno venoso.
Entre as intervenções utilizadas para prevenir e
/ou minimizar as complicações do paciente com lesão medular está o
ortostatismo. Os estudos disponíveis sobre ortostatismo
referem-se a seus efeitos na prevenção à perda de massa óssea; equilíbrio do
sistema hemodinâmico e aumento da resposta hemodinâmica na posição em pé;
prevenção de contratura nas articulações; aumento da função urinária e
intestinal, diminuição da formação de cálculos e promoção de alívio de pressões
que ocorrem na posição sentada, reduzindo a incidência de úlceras de pressão. (Castro
et al, 2008) O paciente em questão é colocado na posição ortostática com a
colocação de talas em MMII e de apoio nas barras paralelas. Permanece nesta
posição, durante a sessão, em média trinta minutos.
O controle de tronco é considerado um
pré-requisito funcional para aquisição dos movimentos de membros superiores
realizados na posição sentada, principalmente, através da atividade
antecipatória realizada pelos músculos eretores da espinha ou abdominais.
(Castro et al, 2008)
REFERÊNCIAS
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- Stokes, Maria. Neurologia para Fisioterapeutas. Premier. São Paulo – SP:2000.
- Gesser, M.; Lima, A.K.; Rosa, M. Tratamento Fisioterapêutico no Traumatismo Raquimedular. UDESC, 2002.
K.
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L.
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