CAROLINE
MATTOS DE MEDEIROS
MAYRA JORGE DE
CAMPOS
A POSTURA
CORPORAL ADOTADA POR MULHERES COM SÍNDROME DE FRIBROMIALGIA
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado como requisito parcial para obtenção dos créditos da disciplina de
Trabalho de Iniciação Cientifica do Curso de Fisioterapia da Universidade do
Vale do Itajaí, Campus Biguaçu (SC).
Orientadora: Prof. MSc. Ana Lígia Oliveira.
Biguaçu
2009
CAROLINE
MATTOS DE MEDEIROS
MAYRA JORGE DE
CAMPOS
A POSTURA
CORPORAL ADOTADA POR MULHERES COM SÍNDROME DE FRIBROMIALGIA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
como requisito parcial, para conclusão do Curso de Bacharelado em Fisioterapia,
da Universidade do Vale do Itajaí (Biguaçu).
Banca Examinadora:
Orientadora:
__________________________________________________
Profª Ms. Ana
Ligia de Oliveira
Banca:
__________________________________________________
Profª Esp. Juliana
Jaques Vidotto
Banca:
___________________________________________________
Profª Vera Lígia
Bento Galli
Biguaçu, 2009
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus por ter nos dado os dons
da sabedoria, da paciência e da fé.
Agradecemos a nossos pais, por estarem sempre
nos incentivando a continuar, a perseguir nossos objetivos e a realizá-los com
muita dedicação.
Aos amigos pelos conselhos, pelas brigas, por
muitas vezes terem entendido nossa ausência, pelas festas, pelas risadas e
acima de tudo pela parceria, pelo desejo de estarmos juntos realizados.
Aos professores da UNIVALI por terem
preenchido nossa ânsia pelo saber, pelo querer sempre mais.
Obrigada.
“Sonhos fazem parte de nosso cotidiano .
Para
atingi-los é fundamental acreditar em si próprio
e em todos quantos possam nos
direcionar para novos caminhos”
Horacio de Benedicto
Filho
RESUMO
A
Síndrome da Fibromialgia é caracterizada como um conjunto de sinais e sintomas
sem causa comprovada, onde esta possui uma série alterações tais como: dores musculares difusas, fadiga, cansaço e dor em pontos dolorosos
específicos sob pressão.
A causa desta síndrome possui uma origem desconhecida. As dores musculares se
caracterizam por serem mantidas e de difícil alivio gerando comportamento
músculo-esquelético para se proteger da dor, acarretando em alterações
posturais das pessoas que a portam. Daí construiu-se esse estudo com o objetivo
de conhecer a postura corporal adotada por mulheres
com Síndrome de Fibromialgia. E especificamente; avaliar a postura
corporal adotada por mulheres com Síndrome de Fibromialgia, orientar estas
mulheres durante a avaliação com relação aos cuidados com a sua postura
corporal, obter dados a respeito da postura adotada por estas mulheres, para
sistematização de programa de educação em saúde com este grupo. As mulheres deste
relato foram orientadas a vestirem as roupas para que se procedesse à
avaliação. Foram colocadas de pé, em cima de um colchonete e descalças, foram
avaliadas as vistas anterior, lateral direita e esquerda e vista posterior.
Esta avaliação teve uma duração média de 50 minutos, foram avaliadas 30
mulheres com diagnóstico de SFM. Durante a avaliação elas também foram
alertadas e orientadas em relação às posturas adotadas e como amenizar os
sintomas em suas atividades diárias. Os resultados coletados neste estudo
demonstraram uma tendência a postura : aumento da lordose lombar, anteroversão
de pelve, varismo de joelhos e tendência borda medial dos pés, inclinação
lateral das escapulas, e inclinação lateral do tronco. Há necessidade de dar
sequencia ao estudo adotando o mesmo método, para que se tenha uma amostra
maior para posteriormente conhecer a postura corporal adotada por uma população
maior de mulheres com o diagnóstico desta síndrome.
Palavras
chaves: Fibromialgia, dor, Postura Corporal.
ABSTRACT
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
A síndrome da
fibromialgia (SFM) é uma doença reumática não articular, que faz parte de um
grupo das patologias musculoesqueléticas dolorosas. É considerada uma síndrome
porque é identificada mais pelo número de sintomas do que por má função
específica. É caracterizada por dor difusa musculoesquelética, rigidez, fadiga,
distúrbios no sono, e pontos dolorosos distribuídos pelo corpo. Esses sintomas
pioram com o frio e umidade, e geralmente são aliviados com calor, atividade
física moderada ou relaxamento muscular (NORM e HANSON, 1998).
Esta síndrome pode proporcionar uma piora da
qualidade de vida para os pacientes em função de alterações clínicas e
funcionais que causam prejuízos no âmbito familiar, social e profissional
(REIMÃO, 2000; FIGUERÓ, 1999).
A SFM é uma
patologia de ordem reumática, porém oculta sintomas psiquiátricos, sendo um dos
diagnósticos mais comuns nas clínicas de reumatologia. É estimado que essa
síndrome abranja cerca de 15 a 20% dos
casos reumatológicos dos pacientes tratados, onde 92 a 98% são da raça branca
(MOREIRA e CARVALHO, 1998).
A dor geralmente começa em uma área específica como ombro
ou coluna lombar, e depois se estende para todo o corpo. Normalmente há
presença de ao menos onze pontos dolorosos, os tender points (pontos
sensíveis que ocorrem em músculos ou na junção miotendinosa), à palpação
digital, com uma força de aproximadamente 4 kg/cm de uma série de dezoito
pontos descritos (MOSMANN, 2006).
As
mulheres são as maiores vítimas da fibromialgia. Representam de 70 a 90% dos casos com maior
incidência entre 35 e 55 anos de idade (OLIVEIRA, 2006).Observa-se que este
corpo feminino que sofre com a SFM passa a adotar uma postura corporal para se defender da dor ou buscar
posições para que a dor não apareça, surgindo assim as compensações posturais
para “fugir” da dor.
A postura é a
posição do corpo no espaço e fruto de todas as formas e respostas de
comportamento físico e emocional, como reação do cropo ao que sentimos , ao que
percebemos e a todos os nossos sentidos para ser , estar no ambiente que
vivemos
A postura é a linguagem corporal que representa os
sentimentos. Sendo esta expressada pela relação cinemática entre as posições dos complexos
articulares do corpo em um dado momento. Em um alinhamento esquelético ideal,
espera-se que os músculos, articulações e suas estruturas encontram-se em
estado de equilíbrio e harmonia com a nossas emoções (KENDAL. 1995). A partir
destas considerações surge a pergunta de pesquisa: “Qual
a postura corporal adotada por mulheres com SFM?” E a partir desta pergunta
elencamos os seguintes objetivos:
2 OBJETIVOS
- Conhecer a postura corporal adotada por mulheres
com Síndrome de Fibromialgia.
- Avaliar a postura corporal adotada por mulheres
com Síndrome de Fibromialgia, através de um instrumento proposto por Marques,
(2001).
-Orientar estas mulheres durante a avaliação com
relação aos cuidados com a sua postura corporal;
-Obter dados a respeito da postura adotada por
estas mulheres, para sistematização de programa de educação em saúde com este
grupo.
3 DESENVOLVIMENTO
A SFM teve seus primeiros relatos em 1850 por
Froriep, para ele pacientes com “reumatismo” apresentavam pontos endurecidos em
seus músculos, os quais eram dolorosos à pressão. Em 1904, Gowers denominou
estas alterações clínicas de fibrosite. Enfatizando a sensibilidade à pressão
sobre esses locais dolorosos, ele observou que não havia inflamação local e
alterações sistêmicas e relacionou como parte do quadro, a presença de fadiga e
distúrbio do sono (MOREIRA e CARVALHO, 1996).
O conceito corrente de
fibromialgia foi colocado a partir, principalmente, dos estudos de Smythe e
Moldofsky, que em 1970 descreveram certas localizações anatômicas, cognominadas
“tender points” (pontos sensíveis), mais dolorosas em portadores da enfermidade
do que em controles (MOREIRA e CARVALHO, 1996). Vários mapas têm sido usados
para descrever a localização desses pontos (SKARE, 1999).
A definição da Síndrome da
Fibromialgia (SFM) como apresentada pelo American College of Rheumatologists
(ACR 1990) é a seguinte: 1) Uma história de dor generalizada por pelo menos 3
meses; 2) Dor (com o paciente relatando dor e não apenas sensibilidade) em 11
dos 18 pontos sensíveis quando submetidos à pressão digital envolvendo 4 kg de pressão. As
localizações estão todas bilaterais e são situadas: nas inserções musculares
suboccipitais; nos aspectos anteriores dos espaços inter-transversos ente C5 e
C7; no ponto médio da borda superior do músculo trapézio superior; nas origens
do músculo supra espinhal, sobre a espinha escapular; na segunda junção
costocondral, na superfície superior, ligeiramente ao lado das junções; dois
centímetros distalmente dos epicôndilos laterais dos cotovelos; nos quadrantes
superiores externos das nádegas na prega anterior do glúteo médio; posterior à
proeminência do grande trocânter (inserção do piriforme); no aspecto médio dos
joelhos, no coxim gorduroso próximo a linha articular (CHAITOW, 2002), conforme
ilustração 1.

Fonte:
Lukawska (2009).
Presença de dor difusa, afetando o esqueleto axial e
periférico, acima e abaixo da linha da cintura, por um prazo superior a três
meses consecutivos e, no mínimo 11 dos 18 pontos dolorosos (PAIVA, 2007)
Há
muitas questões em aberto sobre o conceito de prevenção primária para a SFM. Os
critérios de diagnóstico ou de classificação não são universalmente aceitos, e
isso leva a dificuldades em estabelecer o início e duração da doença. É citado
formas de prevenção da SFM, a saber:
Para
Paiva , (2007) existem três formas de prevenção da SFM, a saber: prevenção
primária que consiste no atendimento
imediato da dor aguda ou de tratamento para distúrbios afetivos como não temos
qualquer laboratório específico ou instrumental testes para determinar fatores
de risco da doença.Já na prevenção secundária o objetivo é a detecção precoce
da doença quando os pacientes são assintomáticos e grande parte de intervenção
melhora os resultados. Rastreio permite a identificação de uma doença ou fator
de risco não reconhecido, o que, para potenciais pacientes com SFM, inclui a
análise dos pontos dolorosos, Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ),
localização e intensidade da dor e fadiga e queixas de sono não reparador (PAIVA, 2007). E na prevenção terciária, onde o objetivo do tratamento é diminuir a dor e
aumentar a função multimodal através de estratégias terapêuticas que, na
maioria dos casos, inclui farmacológicas e intervenções não-farmacológicas.
A partir dos
últimos estudos do Colégio Americano de Reumatologia o diagnóstico da
fibromialgia é baseado em critérios de classificação da fibromialgia que
consiste inteiramente de sinais e sintomas clínicos. Por razões de diagnóstico
distúrbios autonômicos e aspectos mentais têm de ser considerados.
A SFM é mais freqüente no sexo feminino, que
corresponde a 80% dos casos. Em média, a idade do seu início varia entre 29 e
37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os sintomas de
dor, fadiga e distúrbios do sono tendem a instalar-se lentamente na vida
adulta, no entanto, 25% dos casos referem apresentar estes sintomas desde a
infância. Não se deve esquecer que as manifestações de dor muscular são muito
comuns na infância, ocorrendo em torno de 7 % dos casos atendidos no
ambulatório de Pediatria Geral. Isso não quer dizer que essas crianças terão
evolução para SFM. No entanto, foi descrita a tendência de a fibromialgia
ocorrer em mulheres de uma mesma família (Silva e Lopes 2001).
Silva e Lopes (2001)
demonstram que 93% da população acometida são caucasianos, 5% hispânicos e 1%
negros.
Tendo evidências de que a
SFM é tratada por muitos profissionais como uma dor crônica, estudos vêm sendo
realizados na tentativa de desvendar esta síndrome, tendo como um dos grandes
problemas a história de como, por que e onde a patologia teve seu início
(OLIVEIRA, 2006).
A
etiologia da SFM está intimamente relacionada a fatores genéticos,
neuroendócrinos, psicológicos e distúrbios do sono. Algumas mudanças na
percepção de dor atuam como fator que desencadeia a SFM, frente a processos
dolorosos, esforços repetitivos, artrite crônica, situações estressantes como
cirurgias ou traumas, processos infecciosos, condições psicológicas e até
retirada de medicações. Acredita-se que a fisiopatologia da SFM não é definida,
porém sabe-se que o distúrbio primário na fibromialgia seria uma mudança em
algum mecanismo central de controle da dor, o qual poderia causar uma disfunção
de neurotransmissores. Essa disfunção neuro-hormonal resultaria em uma
deficiência de neurotransmissores inibitórios em níveis espinhais ou
supra-espinhais (serotonina, encefalina, norepinefrina e outros), ou uma
hiperatividade de neurotransmissores excitatórios (substância P, glutamato,
bradicinina e outros peptídeos), porém ambas as condições poderiam estar
presentes no desencadeamento do processo da SFM (HELFENSTEIN e FELDMAN, 2002).
Segundo Chaitow (2002), a
serotonina tem grande importância na patogênese da fibromialgia, pois possui
função amortecedora na percepção de dor, ao contrário da substância P que
auxilia na transmissão de mensagens de dor periféricas ao cérebro. Se ambos os
neurotransmissores encontram-se em níveis normais a dor será moderada, e caso a
serotonina esteja em níveis mais baixos e a substância P em níveis elevados a
transmissão de dor será maior.
O paciente costuma referir
rigidez articular do corpo ao se levantar pela manhã (80% dos casos), edema nas
mãos e nos pés, enxaqueca, fadiga intensa e exaustão (85% dos casos),
parestesias, fenômeno de Raynaud, distúrbio do sono (100% dos casos), secura na
boca (15% dos casos) ansiedade e depressão (50% dos casos) (SANTOS, 2006).
Freqüentemente é associada à fadiga
generalizada, distúrbios do sono, rigidez matinal, dispnéia, ansiedade e
alterações de humor, que podem evoluir para um quadro de depressão (SANTOS,
2006).
Por
muito tempo pensou-se que a SFM era uma doença psicossomática, isto é, que a
dor muscular generalizada seria apenas uma maneira de um grande estresse mental
se manifestar. Vários autores defendiam que o paciente com SFM apresentava uma
depressão “mascarada” sem manifestações clínicas típicas. (JAQUEL, 2009)
Por
outro lado, sintomas depressivos são comuns na SFM e, muitas vezes, pioram
muito a qualidade de vida do paciente. Na verdade, estudos mostraram que 50 a 60% dos pacientes com SFM
apresentam, apresentavam ou apresentarão depressão. Estes estudos apontam para
dois fatos: a depressão é comum na SFM, mas nem todos os pacientes com SFM apresentam
depressão. (PAIVA, 2007).
Toda
a dor, além da sensação de que algo desagradável está acontecendo no corpo,
traz uma resposta emocional na pessoa (desprazer). Numa síndrome de dor crônica
como a SFM esta resposta emocional tende a ser maior, mas persistente e mais
difícil de tratar. Como num círculo vicioso, o estresse emocional aumenta a
sensibilidade à dor, que aumenta a dor muscular, que aumenta a depressão, e
assim por diante. As evidências apontam
para a dor como fator inicial e não para a depressão (PAIVA, 2007).
Goldenberg ,(1996) enfatiza a importância dos altos níveis de estresse
diário, lembrando-nos de que há um crescente conjunto de provas que mostram que
níveis de estresse, incluindo adaptação à doenças crônicas, apresentam um
efeito profundo na função imune, fazendo que a infecção viral seja mais provável
de ocorrer, e que pode mostrar que o desequilíbrio neuro-hormonal está
correlacionado com níveis de estresse.
Embora o termo “ansiedade” é usado de maneira corriqueira
para várias situações estressantes do dia-a-dia, a ansiedade excessiva e
persistente pode ser parte de distúrbios maiores, como o distúrbio da ansiedade
generalizada, síndrome do pânico, fobias, comportamento obsessivo compulsivo e
síndrome do stress pós-traumático (PAIVA, 2007).
A ansiedade pode ser definida com uma sensação de
intranqüilidade, apreensão e medo, marcada por sinais corporais como suores,
tensão muscular e taquicardia. Esta sensação é muito comum em pacientes com SFM
e muita atenção tem sido dada às conexões que possam existir entre esses dois
problemas (JAKEL, 2009).
O controle da ansiedade é importante, já que níveis
elevados desta aumentam o nível de dor. E aumentando o nível de dor este levará
a uma economia de movimentos o paciente passará a utilizar menos o corpo,
porque relaciona que quando se move a dor aparece, perpetua-se então um ciclo
vicioso, infuncionalidade/ dor/
infuncionalidade sendo permeado por ajustes posturais e compensações para
manter este ciclo. (PAIVA, 2007).
SFM é uma síndrome dolorosa
crônica comum que está muitas vezes associada a distúrbios do sono
caracterizada pela experiência subjetiva de sono não-reparador. As queixas de
distúrbios do sono são correlacionados com características polissonografia
demonstrando anormalidades clara na continuidade do sono, assim como na arquitetura
do sono. As anormalidades do sono em pacientes com SFM, quando gravadas, são
caracterizados por uma menor eficiência do sono com o aumento do número de
despertares, uma quantidade reduzida de sono de ondas lentas e uma intrusão de
ondas alfa anormal em movimento rápido dos olhos não, chamada alfa-delta. Estes
dados foram confirmados pela análise espectral do sono mostrando um aumento da
densidade de potência do EEG na faixa de freqüência mais alta e uma densidade
de potência reduzida EEG nas bandas de freqüência mais baixa. (PAIVA, 2007)
Para Leventhal (1999), é desconhecido se o distúrbio do sono não- REM (
Movimento Não Rápido dos Olhos) conduz a SFM ou é a conseqüência da SFM ou de
outras síndromes
noturnas da dor.
O sono desordenado leva a redução da produção de
serotonina e conseqüentemente a redução dos efeitos moduladores da dor, das
endorfinas e aumento dos níveis da substância P, combinado com mudanças no
sistema nervoso simpático, resultando em isquemia muscular e aumento da
sensibilidade à dor (Chaitow et. al., 2002).
Além da substância P, a norepinefrina pode também estar
envolvida na SFM. Além disso, os ritmos circadianos do sistema nervoso autônomo
podem ser enfraquecidos em pacientes com SFM, resultando em um nível constante
da atividade do sistema nervoso simpático e a uma diminuída resposta aos
estímulos que causam estresse. Todas estas anormalidades neurotransmissoras
requerem mais estudos antes que uma relação de causa possa ser estabelecida (Leventhal
et all, 1999).
Schaefer (2003), afirma que a dor e a fadiga difundidas
da SFM podem estar ligadas aos distúrbios do sono e seus efeitos têm um impacto
principalmente na qualidade de vida.
A maioria dos pacientes
portadores de fibromialgia apresenta fadiga crônica, sendo mais sentida no
período da manhã e no fim da tarde, exposta como uma sensação de necessidade de
férias. Quando esses indivíduos são submetidos à atividades físicas ou
intelectuais que agravam a fadiga, relatam mal-estar geral, sensação de
resfriado, desinteresse por sexo e fraqueza muscular (MOREIRA e CARVALHO,
2001).
A fadiga pode ser devida a
alterações de vários mecanismos, que podem ser considerados centrais e
periféricos. Em relação aos mecanismos centrais têm-se fenômenos subjetivos
como, por exemplo, a sensação de fadiga e objetivos como os relacionados aos
recrutamentos temporal e espacial dos motoneurônios. Assim, quando uma
contração voluntária intensa for necessária, uma falha neste recrutamento
poderá gerar fadiga. Em relação aos mecanismos periféricos deve-se considerar a
excitabilidade da membrana sarcolêmica, a conexão eletromecânica, os processos
de contração e relaxamento musculares e os fatores metabólicos tanto da fase
anaeróbia como da aeróbia na produção de energia (ATP) necessária ao músculo
(TEIXEIRA e FIGUEIRÓ, 2001).
A
cefaléia do tipo tensional muitas vezes acompanha as manifestações
musculoesqueléticas da SFM. Curiosamente, os pacientes acometidos por esse tipo
de cefaléia apresentam aumento da sensibilidade dolorosa à palpação de
estruturas miofasciais pericranianas, particularmente redução no limiar de dor
na região temporal. Os estudos têm demonstrado o envolvimento de mecanismos de
ordem central na patogenia da cefaléia tensional, da mesma forma como ocorre na
SFM. Trata-se de hiperatividade das vias aferentes nociceptivas no corno
posterior da medula e no núcleo do nervo trigêmeo em decorrência do aumento dos
estímulos dolorosos oriundos dos tecidos miofasciais pericranianos (PAIVA, 2007).
A
SFM é uma condição de dor crônica de origem desconhecida. Várias anormalidades
têm sido descritas, incluindo os tecidos periféricos e centrais de alterações
no sistema nervoso. Dor na SFM depende claramente entrada nociceptivo periférico,
bem como o processamento anormal da dor central.
A
SFM é entendida como um quadro de dor difusa, manifestada especialmente na
musculatura. Este é um conceito importante, pois não se pode fazer o
diagnóstico da fibromialgia em pessoas que têm dor em somente uma parte do
corpo, mesmo que esta dor seja crônica (PAIVA, 2007).
No
paciente com SFM já estabelecida, a presença de pontos gatilhos deve ser
detectada, pois esta dor pode “alimentar” o processo de amplificação de dor que
já está ocorrendo no paciente. Neste caso, a dor miofascial é chamada de um
“gerador periférico de dor central” e o seu tratamento é fundamental para a
melhora do paciente como um todo (PAIVA, 2007).
Bowen
,(1953) definiu a postura correta ideal (do ponto de vista mecânico) como
aquela em que os diferentes segmentos do corpo – cabeça, pescoço, peito e
abdômen – estão balançados verticalmente uns sobre os outros, onde o peso é
colocado principalmente sobre a estrutura óssea, com um mínimo de esforço e
tensão dos músculos e ligamentos.
O
sistema importante no controle postural é o sistema proprioceptivo, formado
pelos proprioceptores que são os fusos musculares, órgãos tendíneos e
receptores articulares, em que o corpo humano é um sistema composto por elos e
que movimentos de um segmento do corpo interfere em todo sistema (ENOKA, 2000).
A Academia Americana de Ortopedia define a postura como o estado de
equilíbrio entre músculos e ossos com capacidade para proteger as
demais estruturas do corpo humano de traumatismos, seja na posição em pé,
sentado ou deitado (ADAMS et al citado por BRACCIALLI E VILARTA, 2000).
A coluna vertebral humana, quando observada numa visão
anterior ou posterior, no plano frontal apresenta-se reta, como o eixo de
sustentação do corpo, servindo como a via de transição de movimento do tronco
com os membros. Além disso, é por ela que passa a medula espinhal, contendo e
fornecendo estrutura óssea para acomodar a medula e suas raízes. Já em vista
lateral ou em plano sagital, a coluna apresenta-se fisiologicamente com suas
curvas sendo elas: uma lordose dita fisiológica em coluna lombar, uma cifose
fisiológica em coluna dorsal e também uma lordose cervical fisiológica
(BIENFAIT, 1995).
A postura tem importantes implicações na saúde e no
bem-estar geral de grande parte do corpo. Isso porque ela determina a
quantidade e a distribuição do esforço sobre os vários ossos, músculos,
tendões, ligamentos e discos. Uma “boa postura” mantém o esforço total em seu
mínimo, distribuindo-o para as estruturas mais aptas a suportá-las. A “má
postura” tem efeito contrário, aumentando o estresse total e distribuindo-o
para estruturas menos capazes e suportá-lo (MOFFAT, VICKERY; 2002).
Todos os tipos de boa postura caracterizam-se
principalmente por um aspecto essencial: o alinhamento correto da coluna
vertebral. Uma coluna vertebral bem alinhada passa pelo centro do corpo, desde
a parte de trás da cabeça até o cóccix. Lateralmente, a coluna vertebral
apresenta três curvaturas naturais, com o pescoço formando na parte superior
uma delicada curva em “C” com abertura voltada para trás, a parte superior das
costas uma curva delicada em “C”, com abertura voltada para frente, e a parte
lombar, outra curva delicada em “C”, com a abertura voltada para trás. Em termos
gerais, considera-se má postura qualquer uma que não mantenha essa posição
(MOFFAT, 2002).
As costas e a região lombar, em particular, são
exatamente sensíveis à boa ou à má postura. Qualquer má postura coloca
praticamente as costas e o pescoço em risco de entorse e de outros distúrbios.
Alguns tipos de má postura também deslocam a escápula, interferindo com o livre
movimento da articulação do ombro. Quando de pé, ou acocorado, a má postura
poderá distribuir um excesso de peso corporal para as partes vulneráveis dos
pés. A má postura pode até mesmo afetar a marcha – isto é, sua maneira de
caminhar ou correr -, aumentando o esforço sobre os quadris, joelhos,
tornozelos e pés. É quase certo que a má postura provoque dor de curta duração
em uma ou mais dessas áreas, especialmente na região lombar; ela também pode
exacerbar algum problema já existente. A má postura continuada ou repetida pode
originar dor crônica e graves danos a longo prazo (MOFFAT, 2002).
As pessoas com SFM apresentam baixa tolerância aos exercícios físicos,
suscitando a sensação subjetiva de fraqueza muscular. Por outro lado, os
músculos pouco solicitados ou utilizados de forma inadequada ficam mais
sujeitos a fenômenos de lesão muscular após exercícios e quando não utilizados
geram padrões de acomodação postural para minimizar os efeitos da dor (MARQUES,
1994).
O
ser humano vem ao longo de sua evolução de uma postura quadrúpede estável com
uma área de contato grande em relação ao seu tamanho, passando para uma postura
em bípede, diminuindo a área de contato e, em conseqüência, a estabilidade do
corpo em relação à força da gravidade. Ao travar essa guerra contra a força da
gravidade, alguém, ou alguma estrutura vai pagar o preço da evolução, ficando
sobrecarregada e entrando em falência funcional. No caso do ser humano, a
descarga recai sobre a coluna vertebral, fazendo com que ela perca suas
características, as suas curvas fisiológicas e sobrecarregando as estruturas
osteomioarticulares (BIENFAIT, 1995).
Souchard (1996) lembra que o homem, na tentativa de
manter-se ereto, submete os músculos da estática, que são responsáveis pela
diminuição da flexibilidade do sistema locomotor humano, a um estado de tensão
constante. Os músculos da dinâmica, após a contração inicial, retornam
completamente a um estado de relaxamento, sendo responsáveis pelos movimentos
de grande amplitude.
Há
uma importância da leitura e da interpretação corporal, como elementos de
pistas para uma terapêutica adequada e duradoura, uma vez que permite a quem
avalie a postura, uma interpretação integral do corpo. Quando um terapeuta toca
ou olha o corpo de alguém, ele está vendo a história da vida desta pessoa
através da postura adotada por esse corpo em relação à vida. O ser humano
utiliza seu corpo a partir daquilo que percebe e experimenta, para traduzir
suas emoções e suas vivências (MOFFAT, VICKERY; 2002).
A educação postural tem como finalidade possibilitar à
pessoa ser capaz de proteger ativamente seus segmentos móveis de lesões dentro
das condições de vida diária e profissional, seja no plano estático ou
dinâmico. A educação postural não tem como objetivo limitar as atividades, mas
ao contrário, permitir sua realização dentro de um espaço de segurança gestual (MOFFAT,
VICKERY; 2002).
Quando você está de pé, a postura correta é o alinhamento
vertical do corpo, desde a parte de cima da cabeça, passando pelo centro do
corpo, até a sola dos pés. Visto de frente e de trás, esse alinhamento é
representado por uma linha reta que divide o corpo ao meio, desde a face
inferior do esterno até a metade da distância entre os joelhos e os pés. Visto
de lado, esse alinhamento é representado por uma linha reta que vai do lobo da
orelha ao ombro, passando logo abaixo da articulação do quadril e na frente das
articulações do joelho e do tornozelo (MOFFAT, VICKERY; 2002).
Para manter a posição neutra
da coluna vertebral é preciso conservar a cabeça ereta, com o queixo levemente
empurrado para trás – como se apontasse o topo da cabeça para o teto.
Entretanto, não é possível fazer um bom alinhamento da coluna vertebral se não
houver um bom alinhamento dos quadris, dos joelhos, dos tornozelos e dos pés, o
que também precisa ser obtido (MOFFAT, VICKERY; 2002).
O peso e a composição
corporais são componentes vitais da aptidão total. A obesidade é um importante
fator de risco de doença cardíaca. As demais, o excesso de peso corporal
aumenta o esforço sobre muitas das articulações do corpo, inclusive as costas,
os quadris, os joelhos, os tornozelos e os pés. O excesso de peso também pode
dificultar a manutenção da postura adequada, com implicações desfavoráveis nas
demais partes do corpo (MOFFAT, VICKERY; 2002).
O corpo se expressa com a ajuda dos músculos, pela
postura, pelo gesto e pela mímica. Mesmo quando uma expressão for inibida, o
sistema neuromuscular é ativado da cabeça aos pés. Pensamentos e emoções são
expressos através das cadeias musculares que atuam como uma espécie de
mensageiras do corpo (STRUYF, 1995).
“Mecânica corporal” é uma
expressão um tanto complexa para um conceito relativamente fácil de
compreender. Refere-se à forma como usamos nosso corpo e suas diferentes partes
durante as atividades da vida diária. Se mantemos ou não as costas eretas
quando escovamos os dentes, se nos apoiamos nos cotovelos quando lemos, se
usamos apoio de punho quando digitamos, se corremos com os pés virados para
dentro, se transportamos cargas pesadas em uma mochila – todos são problemas da
mecânica corporal. E a maneira como fazemos tem conseqüências significativas (MOFFAT,
VICKERY; 2002).
Isso ocorre porque, apesar de sua notável versatilidade,
o corpo ainda é uma parte delicada da maquinaria. Embora seus diversos
componentes – ossos, ligamentos, músculos, tendões, discos, bolsas e outras
estruturas – permitam que o corpo realize atos físicos notáveis, eles têm seus
limites. E se usarmos nosso corpo de maneira a colocar esforço demais sobre uma
ou mais dessas estruturas, elas podem ser facilmente lesadas. Portanto, é
essencial para a saúde e o bem-estar geral do corpo que se pratique uma
“mecânica corporal adequada” – uma mecânica corporal que mantenha o esforço
dentro de uma amplitude manejável (MOFFAT, VICKERY; 2002).
Evidentemente, isso é mais fácil de dizer do que de
fazer. Afinal de contas, nem sempre se pode identificar uma boa mecânica
corporal, só porque determinada prática indolor, isso não significa que ela
apresente uma mecânica corporal correta. De fato, muitas práticas q parecem
corretas são na verdade bastante prejudiciais e seus maus efeitos levam horas,
dias ou, se ela se torna um hábito, até mesmo meses ou anos para serem
sentidos. De qualquer modo, se forem indolores, algumas práticas podem provocar
danos até mesmo antes que se possa perceber; quando você vai ao assento detrás
do carro para pegar um saco de mantimentos, já provocou uma grave entorse nas
costas (MOFFAT, VICKERY; 2002).
Além disso, o itinerário familiar de vida diária – com
suas tarefas profissionais, serviços domésticos, esportes e atividades
similares – oferece oportunidades quase ilimitadas de se utilizar o corpo
incorretamente. Tudo poderá provocar lesões, desde sentar-se em uma
escrivaninha, pintar um teto ou impulsionar um taco de golfe. E na ausência de
uma clara compreensão de como melhor lidar com esses desafios, é quase
inevitável uma má mecânica corporal, pelo menos ocasionalmente (MOFFAT,
VICKERY; 2002).
As afecções do sistema
músculo-esquelético, particularmente as algias vertebrais, constituem um
problema tão sério na sociedade moderna, que equipes multidisciplinares
procuram desenvolver normas para uma adequada avaliação da coluna vertebral
(ALEXANDRE, et. al., 2001).
A avaliação postural deve
levar em consideração fatores intrínsecos e extrínsecos que podem influenciar a
postura do indivíduo, dentre os quais as condições físicas do ambiente onde o
indivíduo vive o estado sociocultural e emocional, a atividade física, a
obesidade e as alterações fisiológicas do desenvolvimento humano, o sexo, a
raça e a hereditariedade. O trabalho também pode influenciar a postura, podendo
causar adaptações que se tornam permanentes (GUIMARÃES, et.al.,
2007).
A
avaliação postural é a base de um efetivo tratamento. Os achados orientam o
fisioterapeuta na seleção de técnicas adequadas para o tratamento. Em função da
diversidade de testes, medidas e seqüência de coleta de dados que estão
disponíveis; o formato de planilha depende da preferência individual do
avaliador. Entretanto, é fundamental um exame completo (GOULD III, J.A., 1993).
A
avaliação postural tem como propósito conhecer a expressão postural do
indivíduo. Esta avaliação permite a aquisição de dados para definir um
diagnóstico cinesiológico e conseqüentemente, a escolha da conduta a seguir,
auxiliando na determinação dos objetivos e na escolha de métodos de tratamento
visando à reabilitação (PEREIRA, 2003).
Esta
pesquisa é de cunho quantitativo, exploratória, os dados foram trabalhados
conforme observação da variação de freqüências obtidas.
O
roteiro de avaliação postural proposto neste estudo será conforme MARQUES, 2005
(ANEXO 1). Este protocolo, que foi utilizado neste estudo, abrange os dados
pessoais e uma avaliação qualitativa, onde o paciente é submetido a 10 (dez)
perguntas, dentre elas: história da dor, aspecto postural, avaliação postural,
deformidades ósseas e musculares. As mulheres foram avaliadas nas diferentes
posições: anterior, posterior, lateral direita e lateral esquerda. Para a
coleta foram utilizados os seguintes instrumentos: régua, fita métrica e
goniômetro.
Após
a aprovação no Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade do Vale do Itajaí
(UNIVALI), anexo C, foram iniciadas as coletas de dados com a assinatura do
termo de consentimento livre e esclarecido.
A
coleta de dados aconteceu nas dependências da Clínica Escola de Fisioterapia,
na UNIVALI, em Itajaí – SC. Este centro é vinculado a Universidade do Vale
Itajaí e ao curso de Fisioterapia, sendo um cenário da execução de práticas
pedagógicas e de desenvolvimento e construção de conhecimentos dos acadêmicos
vinculados ao referido curso.
As
mulheres participantes deste estudo foram encaminhadas através de seu médico
reumatologista com diagnóstico de Síndrome de Fibromialgia, para a clínica
escola. Após a aprovação do projeto pelo CEP ...,
estas mulheres foram contatadas, via telefone e orientadas a comparecer no
local da coleta de dados com hora e dia agendados conforme as necessidades de
cada mulher participante. Neste contato elas foram orientadas a trazerem para a
avaliação roupas apropriadas (roupas de banho). Chegando ao local da coleta as
mulheres foram apresentadas as pesquisadoras e assinaram o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido conforme Apêndice A.
As
mulheres foram então, orientadas a vestirem as roupas para que se procedesse à
avaliação. Foram colocadas de pé, em cima de um colchonete e descalças, foram
avaliadas as vistas anterior, lateral direita e esquerda e vista posterior. As
participantes receberam a orientação que a qualquer desconforto, mal estar ou
incapacidade de permanecer na posição de pé elas coloquem as pesquisadoras para
que a avaliação seja interrompida. Esta avaliação teve uma duração média de 50
minutos, foram avaliadas 30 mulheres com diagnóstico de SFM. Critérios de
inclusão do estudo: ter diagnóstico de SFM, estar disposta a participar do
estudo, assinar o TCLE. Critérios de exclusão: não ter diagnóstico de SFM ou
ter diagnóstico de SFM e não estar disposto a participar do estudo.
Após
análise dos dados, foi confeccionada uma planilha de resultados no MS Excel®
2007. Foi utilizada estatística descritiva por análise de freqüência simples,
através da média de freqüência.
Primeiramente, as mulheres
submetidas a este estudo passaram por uma triagem de critérios de inclusão, que
o principal seria ter diagnóstico médico de SFM. Logo após elas foram
convidadas a comparecer nas dependências
da Clínica de Fisioterapia da UNIVALI – Itajaí para a assinatura do termo de
consentimento livre e esclarecido e por fim fazer a avaliação postural
fisioterapêutica. O tempo de duração da avaliação era de no máximo 50
(cinqüenta) minutos, com roupas apropriadas, como já citadas neste trabalho. A
seguir iremos debater individualmente os achados da avaliação postural
fisioterapêutica das 30 mulheres avaliadas.
Dentre as 30 mulheres
avaliadas a média de idade ficou em 52 anos; 100% da cor branca; 35,7% têm como
profissão atual – do lar; 17,9% tinham como profissão anterior – comerciante;
35,7% têm primeiro grau completo como nível de escolaridade e 67,9% são
casadas.
Após proceder a avaliação
postural chamou-nos a atenção que 85,7% das mulheres participantes do estudo apresentaram
inclinação da cervical; e 46,4% -
hiperlordose cervical. Gonçalez, (1996) define a postura anteriorizada de
cabeça caracterizando-a por uma extensão dorsal, junto com a espinha cervical
superior (C1-C3), acompanhada da flexão da espinha cervical inferior (C4- C7),
causando um aumento da curvatura cervical, denominada hiperlordose. Com relação a Posição
dos Membros Superiores as mulheres com SFM do presente estudo, têm
propensão a possuir uma elevação unilateral das escápulas em plano coronal, com
71,4%, já em plano horizontal as escápulas são abduzidas, com 25%. Já a posição
das clavículas são levemente oblíquas (normais) com 64,3% (tabela I).
|
Posição dos Membros
Superiores
|
||
|
|
|
N %
|
|
Escápulas Plano Coronal
|
Depressão unilateral
|
3,6%
|
|
Elevação unilateral
|
71,4%
|
|
|
Depressão bilateral
|
17,9%
|
|
|
Elevação bilateral
|
,0%
|
|
|
Normal
|
7,1%
|
|
|
Escápulas Plano Horizontal
|
Abdução
|
25,0%
|
|
Adução
|
28,6%
|
|
|
Normal
|
46,4%
|
|
|
Posição das clavículas
|
levemente oblíquoas
|
64,3%
|
|
acentuadamente oblíquoas
|
14,3%
|
|
|
Horizontalizadas
|
14,3%
|
|
|
Normais
|
7,1%
|
|
Tabela
I
A escápula é uma placa
solitária com dois centros de ossificação principais e diversos centros
epifisários. Um dos centros principais forma precocemente o corpo e a espinha
da escápula (HIGINO, 2002).
A escapula é responsável
pelo movimento de báscula, que tem um único ponto de fixação. Essa fixação é
realizada por quatro músculos de função Tonica que se insere na região
súpero-interno. O elevador suspende a escapula na coluna cervical por meio do
ângulo supero-interno. O trapézio inferior, que se insere na extremidade
interna da espinha da escapula, fixa-a para baixo. O rombóide menor, porção
superior com fibras curas, completamente independente do resto do músculo e que
se insere sobre o bordo espinhal do ângulo supero-interno, fixa-a para dentro.
A porção superior do serratil anterior que se insere sobre a porção anterior do
ângulo, fixa-o para a frente. Esse ângulo supero-interno encontra-se assim
“puxado” para as quatro direções por uma suspensão elástica (BIENFAIT, 2000).
O movimento da
abdução desenvolve-se em plano frontal e seu eixo de movimento é
ântero-posterior, é uma posição ou movimento do segmento afastando-se da linha
mediana, independentemente de qual o segmento que se move. Abdução ou protração
ocorre quando a extremidade distal da clavícula e a escápula movem-se anteriormente
em torno da caixa torácica, com os bordos mediais da escápula movendo-se para
longe da linha mediana 13 a
15 cm
(ROSA, 2002).
Com
a tensão e sobrecarga encontrada nas mulheres com SFM, pode-se assim observar
que a postura de membros superiores adquirida por elas está intimamente
relacionada com a contratura muscular e perda da funcionalidade da articulação,
muitas vezes por desuso, por assumir uma postura antálgica, que minimiza a dor
por elas sentida.
3.2
Posicionamento de Coluna Lombar
Segundo a pesquisa
realizada, na coluna lombar há hiperlordose em 67,9%; e desvio lateral em 60,7%. Abaixo a tabela demosntra os dados
obtidos:
|
Distribuição de Freqüências na
Coluna Lombar
|
||
|
|
|
N %
|
|
Coluna Lombar
|
Hiperlorodose
|
67,9%
|
|
Retificação
|
17,9%
|
|
|
Hiperlordose Alta e Retificação Baixa
|
7,1%
|
|
|
Retificação Baixa
|
3,6%
|
|
|
Normal
|
3,6%
|
|
|
Desvio lateral da coluna
|
sim
|
60,7%
|
|
não
|
39,3%
|
|
|
Cifose Torácica
|
aumentada
|
35,7%
|
|
normal
|
64,3%
|
|
Tabela
VII
A coluna é um conjunto
multiarticulado. É constituída por 26 peças que se movem umas sobre as outras,
cada uma apresentando apenas pequenas amplitudes de movimento. Possuem apenas
micromovimentos. Se em uma anteflexao do tronco impedirmos a anteversao
pélvica, ela atingira apenas 30
a 35 graus. Esses 35 graus divididos por dezessete
articulações dá uma media de 2 graus por vértebra. A soma dos micromovimentos é
o que possibilita a amplitude raquidiana (BIENFAIT, 2000).
O aumento ou a redução da
lordose lombar devem ser observados, e essas alterações podem estar
relacionadas a problemas localizados na coluna lombar ou secundarias a
deformidades presentes na articulação do quadril ou segmentas mais alto da
coluna vertebral (BARROS, 2002). Segundo Marques
(2005), os músculos encurtados são iliopsoas, quadrado lombar.
Não há lordose lombar baixa
aumentada, sem anteversão pélvica. Não há anteversão pélvica sem atitude
lordotica de coluna lombar baixa. Essas duas deformidades fazem com que o
tronco se encontre em desequilíbrio para frente, o centro de gravidade de
equilíbrio é assim anteriorizado. Para reencontrar uma posição de equilíbrio no
alinhamento de sua base de sustentação, o individuo deve jogar para trás o
centro de gravidade, tanto mais quanto maior for sua anteversão pélvica e sua
lordose. Esse deslocamento de tronco para trás só pode ser feito na região
superior, isto é, acima das inserções do psoas, por uma extensão da coluna
dorsal inferior. A lordose lombar prolonga-se assim, as vezes, ate D9. D12 é
uma vértebra de transição nem sempre pode entrar totalmente nessa lordose
dorsal. Ela permanece, assim, saliente, o que dá impressão de duas lordoses que
se sucedem. Esse é o mecanismo da
lordose inferior (BIENFAIT, 2000).
No
estudo observou-se que a pelve das mulheres participantes do estudo,
ocorre um desnivelamento, no plano frontal que prevalece é à esquerda – 50%; na pelve no
plano sagital observa-se uma anteroversão em 85,7% das mulheres; na pelve no
plano horizontal já ocorre rotação à direita em 46,4% das mulheres e o
deslocamento é normal em 57,1% .O elemento principal de controle da anteversão
pélvica e da lordose lombar é porção Tonica do grande glúteo. Essa porção
Tonica é constituída por fibras oblicoas que correm da aponeurose lombar ao
septo intermuscular externo da coxa. Como o tensor de um tirante sustentação,
ela assegura uma tensão entre a formação aponeurótica inferior que parte do pé
e a formação aponeurótica superior que vai ate a base do crânio. A anteversão e
retroversão pélvicas são rotações em torno da cabeça femoral. A anteversão é
uma rotação inferior dos ilíacos. Toda porção superior do ilíaco vai para
frente, toda parte inferior vai para trás, e toda parte superior sobe
(BIENFAIT, 2000). Se o centro da junta
que sustenta peso coincidir com a linha da gravidade, há uma tendência igual de
uma junta estender ou flexionar-se. Entretanto, essa posição no centro da junta
não é estável para a sustentação de peso. Uma força mínima exercida em qualquer
direção a moverá para fora do centro, exceto quando ela for estabilizada por um
esforço muscular constante. Quando o corpo deve lançar mão de um esforço
muscular para manter uma posição estável, ocorre um consumo energético
desnecessário (KENDALL; et al, 2007).
Por causa das variações estruturais
da pelve, não é prático descrever uma posição neutra baseando-se em um ponto
anterior e um ponto posterior específico que estão no mesmo plano horizontal.
No entanto, as espinhas ilíacas ântero-superiores e póstero-superiores
encontram-se aproximadamente no mesmo plano. Na posição neutra da pelve, existe
uma curva anterior normal na região lombar (LIPPERT,
2006).
Numa postura defeituosa, a pelve
pode estar inclinada anterior, posterior ou lateralmente. Qualquer inclinação
da pelve envolve movimentos simultâneos da região lombar e das juntas do
quadril. Na inclinação pélvica anterior, a pelve inclina para frente,
diminuindo o ângulo entre ela e a coxa anteriormente, resultando numa flexão
junta do quadril, a região lombar arqueia-se para frente, criando um aumento da
curva anterior (lordose) nessa região. Na inclinação pélvica posterior, a pelve
inclina-se pata trás, as articulações do quadril se estendem e a região lombar
se torna plana. Na inclinação pélvica lateral, um quadril fica mais alto que o
outro e a coluna vertebral se encurva com convexidade em direção ao lado mais
baixo (KENDALL; et al, 2007).
Na vista lateral, os músculos anteriores e posteriores
fixados à pelve a mantêm no alinhamento ideal. Anteriormente, os músculos
abdominais tracionam-se para cima e os flexores do quadril, para baixo.
Posteriormente, os músculos do dorso tracionam-se para cima e os extensores do
quadril, para baixo. Portanto, os músculos abdominais anteriores e os
extensores do quadril trabalham em conjunto para inclinar a pelve
posteriormente, os músculos da região lombar e os flexores do quadril.
No plano transversal do joelho, ocorre rotação
lateral do mesmo, com 82,1%; em vista sagital do joelho é normal 53,6%; já no plano coronal do joelho ele é
varo 53,6% .Nosso
corpo é um sólido articulado, um empilhamento de segmentos em que cada peça se
equilibra na subjacente. Ou seja, se cada segmento deve equilibrar-se, este
equilíbrio será também condicionado pelo equilíbrio do segmento subjacente. O
equilíbrio humano é constituído de uma sucessão ascendente de desequilíbrios
controlados pela musculatura tônica. Ela deve evitar os desequilíbrios quando
possível, mas deve, sobretudo, controlar os desequilíbrios necessários e
inevitáveis (BIENFAIT, 1993).
A solicitação desigual dos músculos provoca
alterações do seu tônus. A solicitação estática prolongada favorece a formação
de pontos de tensão no ventre muscular e de pontos sensíveis à palpação ao
longo dos tendões. As alterações metabólicas diminuem a resistência dos
músculos (DÖLKEN, 2008).
Os
apoios do pé e dos pés no chão condicionam toda a estática. Não há boa estática
sem bons apoios, sejam as deformações dos pés causa ou conseqüência da estática
deficiente (BIENFAIT, 1993).
Na avaliação dos pés podemos perceber
que doze mulheres, que perfazem 36,4% da amostra possuíam os dedos dos pés
fletidos e dezesseis mulheres, que perfazem 48,5% da amostra possuíam hálux
valgo. Quando observado a forma do pé, vinte mulheres, que perfazem 60,6% da
amostra apresentaram o pé normal, enquanto treze mulheres, que perfazem 39,4%
da amostra possuíam o pé plano e nenhuma possuía o pé cavo. Para Marques (2005)
os dedos fletidos devem-se a encurtamento dos músculos flexor curto e flexor
longo dos dedos e do hálux, e o hálux valgo a encurtamento do adutor do hálux.
O pé cavo deve-se ao encurtamento de músculos da cadeia posterior (encurtamento
do flexor curto dos dedos e do hálux). O pé plano deve-se a trauma, fraqueza
muscular, frouxidão ligamentar, paralisia ou pé pronado.
Ao observarmos o calcâneo, vinte e
quatro mulheres, que perfazem 72,7% da amostra apresentaram calcâneo valgo,
nove mulheres, que perfazem 27,3% da amostra calcâneo normal e nenhuma
apresentou calcâneo varo. Segundo Marques ,(2005) o retropé valgo envolve everção
do calcâneo quando a articulação subtalar está em posição neutra. Pode
contribuir para o surgimento de joelhos valgos e pés planos com diminuição do
arco plantar. Também está associado com tíbia valga. O retropé varo envolve inversão do calcâneo
quando a articulação subtalar está em posição neutra. Pode contribuir para o
aparecimento do pé cavo, fazendo surgir um arco longitudinal acentuado. Pode
resultar em tíbia e joelhos varos devido à excessiva pronação subtalar
necessária para a fase de balanço.
Para Marques (2005) a flexão do
joelho deve-se a encurtamento dos músculos ísquiotibiais e/ou gastrocnêmios. A
hiperextensão deve-se a encurtamento dos músculos tríceps da perna. O joelho
valgo está relacionado com encurtamento de músculos de cadeias anteriores e o
varo está relacionado com encurtamento de músculos posteriores (principalmente
o sóleo). Para avaliar as rotações, olhe para os côndilos lateral e medial, que
devem estar alinhados. Se os côndilos estiverem em rotação medial, haverá
encurtamento do poplíteo, e a tíbia, pela ação do sóleo, estará em rotação
lateral. Se os côndilos estiverem em rotação lateral, haverá encurtamento do
sóleo. Quando há flexão do joelho, há rotação medial da tíbia sobre o fêmur
(sem carga). Em extensão, há rotação lateral da tíbia sobre o fêmur (com
carga), que termina a ação de travamento no final da extensão (mecanismo de
parafusar a articulação).
Segundo Bienfait (1993) o equilíbrio
do joelho ereto é totalmente mecânico. Nada deve a musculatura, pelo menos não
à musculatura periférica. O equilíbrio do joelho depende, assim, da rigidez do
segmento fêmur-tronco e da articulação tibiotársica nos apoios. A estabilidade
do joelho em apoio é devida aos músculos retroversores da cintura pélvica e do
sóleo.
No varismo, a carga compressiva
resultante anormal ocasiona aumento do estresse de contato no platô tibial
medial em detrimento da diminuição da área de contato no platô medial. Tal
desequilíbrio de forças acarreta sobrecarga nos estabilizadores secundários do
joelho, alongamento da cápsula, do ligamento colateral lateral e da banda
iliotibial. O alongamento e tensionamento dessa banda levam a fraqueza do
grupamento muscular lateral da coxa e, consequentemente, perda da estabilidade
lateral. Isto pode desenvolver a “Síndrome da banda iliotibial”.
Com base no
estudo realizado, pôde-se chegar a conclusão, que as mulheres portadoras da
Síndrome de Fibromialgia adotam determinadas posturas de compensação. São elas
hiperlordose cervical; elevação unilateral da escápula no plano coronal;
escápulas abduzidas no plano horizontal; clavículas levemente oblíquas;
hiperlordose lombar; desvio lateral da coluna; quadris e pelves desnivelados a
esquerda; anteroversão da pelve no plano sagital; rotação da pelve direita no
plano horizontal; rotação lateral do joelho no plano transversal; joelho varo
no plano coronal; distribuição de membros para hemicorpo direito; distribuição
de pés em bordo medial; pés planos e retropé valgo.
Com esse estudo foi possível
observar que as mulheres, são as mais acometidas pela SFM, mostram que além da
fibromialgia, há associações com outras manifestações psicológicas, emocionais;
trazendo desconforto, quadro de depressão, ansiedade, falta e/ou ausência do
sono, fadiga, cefaléia, e principalmente dor generalizada. Durante a realização
da avaliação as mulheres foram orientadas em relação às posturas adotadas e
como amenizar os sintomas em
suas AVD´s (atividade de vida diária). Conviver com essas
mulheres foi um aprendizado constante, tanto para o enriquecimento profissional
como para vida social.
Com a realização
desta pesquisa, observamos muitas coisas que até então era difíceis de compreender, aprendemos que a postura pode
ter interferências de diversos fatores, como trabalhos repetitivos e
sobrecargas, algias, emoções e comportamentos, bem como alterações estáticas
devido a retrações e até mesmo por contribuições de algumas patologias, como a
Síndrome de Fibromialgia.
Sentimos
dificuldades em realizar nossa pesquisa devido a poucas publicações referentes
à postura que as pacientes de fibromialgia adotam, então pesquisamos a anatomia
e a fisiologia de cada alteração postural e de alguma forma procuramos
relacionar com a SFM.
Outra dificuldade
encontrada foi à ausência de exame radiológico na análise das curvaturas da
coluna vertebral, sendo então apenas utilizados métodos de palpação, o que
impediu a avaliação fidedigna da coluna vertebral, já que a maioria das
pacientes pesquisadas possuía uma curvatura lombar alta excessivamente
lordótica, deixando dúvidas, pois tínhamos em muitos casos a impressão que a
coluna lombar baixa estava retificada, obtendo um resultado errôneo, pois não
condiz com o achado do posicionamento de anteroversão da pelve.
Sugerimos
outros estudos nesse aspecto de avaliação postural e Síndrome de Fibromialgia
para que as alterações posturais possam ser prevenidas ou até mesmo tratadas em
sua globalidade o mais cedo possível, podendo assim contribuir para uma melhor
qualidade de vida das pessoas portadoras de fibromialgia.
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