sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Comércio e postos de saúde permanecem fechados após toque de recolher em 4 bairros de Salvador

Postos de saúde, escola e itinerário de ônibus nos bairros Santa Mônica, Pero Vaz, IAPI e Liberdade foram afetados
Diogo Costa (diogo.santos@redebahia.com)
Atualizado em 11/11/2015 22:49:42
  
Comerciantes dos bairros de Santa Mônica, Pero Vaz, IAPI e parte da Liberdade mantiveram as lojas fechadas durante a tarde desta quarta-feira (11), após baixarem as portas pela manhã, depois do anúncio de um toque de recolher, ordenado por traficantes da região, após a morte de um homem na noite de terça-feira na Santa Mônica, durante troca de tiros com a Polícia Militar. Três postos de saúde também paralisaram os atendimentos.
Além do fechamento do comércio e das unidades médicas, o toque de recolher afetou as aulas em escolas municipais e estaduais dos três bairros. Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação (Smed), 18 escolas que atendem aos bairros mantiveram o funcionamento ao longo do dia, mas registraram baixa frequência de estudantes.
Toque de recolher no Santa Mônica, Pero Vaz e IAPI (Foto: Mauro Akin Nassor )
Toque de recolher no Pero Vaz: comércio fechado e ruas esvaziadas
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
A Smed também informou que as escolas funcionarão normalmente nesta quinta. Já a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) disse, em nota, que “as unidades escolares funcionaram com baixa frequência” e que “já acionou a Ronda Escolar para garantir a segurança da comunidade escolar”. 
O pai de um aluno relatou ao CORREIO ter visto quando dois suspeitos ordenaram o fechamento de um estabelecimento no Pero Vaz. “Deixei meu filho na escola e, na volta, vi dois caras em uma moto fazendo sinal para os comerciantes fecharem as portas. Pouco tempo depois estava tudo fechado”, contou, sem revelar o nome.
Um comerciante, que não chegou a ser 'intimado' pelos suspeitos a fechar sua loja, preferiu não arriscar. “Eu cheguei a abrir o mercadinho, mas por volta das 8h50 os colegas começaram a baixar as portas, dizendo que era toque de recolher. Depois disso o bairro ficou deserto”, relatou um comerciante também do Pero Vaz, sob anonimato. 
Quem precisou de atendimento médico e procurou a Unidade de Saúde da Família de Santa Mônica, a UPA de San Martin e o Centro de Saúde Bezerra Lopes, na Liberdade, encontrou as unidades fechadas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para garantir a segurança de pacientes e funcionários, os atendimentos nas unidades de saúde foram suspensos. A secretaria informou que a reabertura dos postos ocorrerá após a normalização da segurança nos bairros.
Por conta do clima de insegurança, o final de linha dos bairros Santa Mônica, IAPI e Pero Vaz, além do Pau Miúdo, foram modificados. De acordo com Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, as paradas finais foram modificadas para garantir a segurança dos passageiros e rodoviários.
Toque de recolher no Santa Mônica, Pero Vaz e IAPI (Foto: Mauro Akin Nassor )
Toque de recolher no Santa Mônica, Pero Vaz e IAPI
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
“Nosso primeiro posicionamento foi mudar os finais de linha e colocar nos locais mais afastados. Também desviamos alguns desses itinerários para passar um pouco mais distante dos locais onde ocorreram a situação. O sindicato está avaliando e se for necessário, orientaremos o recolhimento dos ônibus”, explicou. 
Segundo um motorista que não quis ser identificado, pela manhã, motoristas pararam no final de linha do Santa Mônica foram ameaçados. “Pela manhã, dois homens chegaram em uma moto e disseram que não era para parar no final de linha. Quem parasse eles iam botar fogo nos ônibus. Por conta disso antecipamos o local da parada para a frente do condomínio Conjunto Bahia”, relatou. 
Sobre a mudança do itinerário dos ônibus, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informou que “as empresas não foram multadas e sim autuadas, para que voltem a cumprir o itinerário”. Além disso, a Semob também informou que solicitou à Secretaria de Segurança Pública (SSP) “um reforço policial nos finais de linha desses bairros para que a situação se normalize”. Questionado, o presidente do Sindicato dos Rodoviários informou que ainda não ter conhecimento das autuações. 
Troca de TirosSegundo informações da Polícia Militar guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM-Liberdade) faziam rondas pela rua Mário Kertész, em Santa Mônica, quando foram recebidas a tiros por cerca de 15 homens armados. Ao revidarem a ação dos suspeitos, um homem identificado apenas como Augusto, foi baleado e morto. Germínio Souza Barreto, 21 anos, também suspeito, foi atingido no pé esquerdo, sendo socorrido para o Hospital Ernesto Simões Filho, onde foi medicado e preso. Vitor Vinícios da Silva de Oliveira, 21, também foi preso durante a ação da polícia.
Ainda conforme a PM, Augusto é apontado como traficante da região e que o toque de recolher teria sido ordenado por comparsas do suspeito. A Polícia Civil, no entanto, informou que os antecedentes criminais dos suspeitos ainda não foram levantados, e que o caso será investigado pelo titular da 3ª Delegacia de Homicídios, delegado Reinaldo Mangabeira.
Em nota, a PM informou que com os suspeitos foram encontrados um revólver calibre 38, uma pistola 380, trouxas de maconha, pedras crack e cocaína. O material apreendido, ainda segundo a Polícia Militar, foi apresentado ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), e o auto de resistência também foi registrado na Corregedoria da Polícia Militar. 
Sobre a segurança nos bairros, a PM informou que o policiamento foi intensificado na manhã desta quarta com guarnições da 37ª CIPM, responsável pela segurança na região, e o apoio da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT-C)/ Rondesp Central, da Operação Gêmeos e da Operação Apolo.


Correio24horas

12:02 13 DE NOVEMBRO DE 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Monte Tabor demite 17 grávidas que trabalhavam no Hospital Regional Dantas Bião



10 de novembro de 2015 | 22:37

No final do contrato com a Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), o Centro Ítalo-Brasileiro de Promoção Sanitária (Monte Tabor) demitiu todos os funcionários que atuavam no Hospital Regional Dantas Bião (HRDB). A gestão da unidade, a maior da região de Alagoinhas, desde o dia 31 de outubro é feita pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH).

Os demitidos ainda não receberam as verbas rescisórias, compostas pelo FGTS, aviso prévio, saldo de salário, 13º proporcional, férias vencidas e proporcionais, multa por descumprimento de prazos prevista no artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O débito total do Monte Tabor com seus ex-funcionários do HRDB é estimado em R$4 milhões.

Dentre os demitidos, de diversas funções, 17 são mulheres grávidas, que constitucionalmente têm garantia de estabilidade no emprego até um mês após o vencimento da licença maternidade.

Além de não receberem os direitos trabalhistas, as gestantes não têm mais acesso ao plano de saúde, sem o qual ficou impossível dar continuidade ao pré-natal e à programação dos partos.

Lione Sousa Santos, 29 anos, grávida de oito meses do primeiro filho, ingressou no HRDB em fevereiro de 2014 e após a demissão não vê alternativas para concluir o pré-natal e realizar o parto com o obstetra que a acompanhou até agora. “Fomos desrespeitadas, apesar do empenho em nossa atividade profissional e da boa conduta no ambiente de trabalho”, disse a enfermeira.

Auxiliar de Serviço Social, Ana Cátia Monteiro Santos, 32 anos, atuou durante seis anos no Dantas Bião e no sexto mês de gravidez da segunda filha, sem dinheiro e perspectivas imediatas de recebimento das verbas rescisórias, também está impedida de continuar as consultas do pré-natal por ter sido excluída do plano de saúde coletivo do Monte Tabor.

A alternativa apresentada para manutenção da assistência médica implicaria no pagamento integral da parte do empregado e do ex-empregador, elevando a mensalidade em três vezes do valor descontado até a demissão.

Vanessa Cristina Brito Santana, 32 anos, gestante de sua primeira filha, trabalhou no hospital por três anos e sete meses na função de técnica em radiologia. Esperava continuar desempenhando suas funções, mas foi demitida no final do contrato do Monte Tabor com a SESAB e não está no grupo dos contratados pelo novo gestor do hospital.  “Meu sentimento é de ter sido desprezada e abandonada”, salientou.

A situação familiar de Vanessa ainda tem um agravante: seu marido, Gleison Sousa de Almeida, 30 anos, auxiliar de portaria, também foi demitido. “Nossa situação é complicada, pois trabalhávamos na mesma empresa. Era nosso único meio de sobrevivência. Temos contas a pagar e não possuímos os recursos, nem o aviso prévio recebemos. A maior preocupação é com a falta do plano de saúde”, pontuou Gleison.

Manifestação

Na sexta-feira pela manhã, aproximadamente 120 demitidos do Monte Tabor sairão de Alagoinhas em direção ao Hospital São Rafael com objetivo de manifestar repúdio à situação vivida por pais e mães família, buscar soluções e mobilizar a opinião pública.

As três ex-funcionárias grávidas, que conversaram com a reportagem, confirmaram presença na caravana e uma delas demonstrou, inclusive, disposição para acampar em frente ao Hospital São Rafael. “É a nossa vida que está jogo”, assegurou.

Foto: Cátia, Vanessa e Lione

Extraído do site Alagoinhas hoje.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Aborto legal: Iperba fez 147 em 3 anos, 16 vezes menos que abortos inseguros

segundo bahia noticias por Luana Ribeiro/ Renata Farias
Aborto legal: Iperba fez 147 em 3 anos, 16 vezes menos que abortos inseguros
Foto: Carol Garcia / GOVBA
O número de unidades de saúde autorizadas a realizar aborto legalmente no Brasil reduziu nos últimos três anos – de 65 para 63, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, mas isso não ocorreu no estado. Isso porque o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), localizado no bairro de Brotas, em Salvador, permanece como único local que pode fazer a interrupção da gravidez nos casos permitidos por lei – gestações resultantes de estupros, que exponham a mãe a risco de morte, e de anéncefalos (quando o feto não tem cérebro). Em 2013, o governo anunciou que seria feita a ampliação da rede autorizada, acrescentando as maternidades Tsylla Balbino e Albert Sabin, além do Hospital Geral João Batista Caribé. Segundo Olga Sampaio, coordenadora de Ciclo de Vida e Gênero da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a ampliação das unidades não ocorreu por conta do contingenciamento de despesas e no investimento em áreas prioritárias e estratégicas. ”É uma prioridade, é um problema de saúde pública no qual a gente vem trabalhando. Avançamos em outras áreas, mas não conseguimos ampliar. No entanto, conseguimos qualificar o Iperba, que é o centro de referência no estado”, explicou, acrescentando que “nenhuma mulher que procurou a unidade deixou de ser assistida”. Segundo dados divulgados pela Sesab, a unidade realizou 40 abortos legalizados este ano. Em 2013 e 2014, a unidade realizou, respectivamente, 43 e 64 abortos legalizados - o que soma 147 procedimentos nos últimos três anos.

Dolores Fernandez, ao centro (com microfone), diretora do Iperba | Foto: Divulgação/Sesab
O Iperba atendeu também, somente entre 1º de abril e 2 de novembro deste ano, 12.873 mulheres no pronto-atendimento e 13.534 no ambulatório. De acordo com a diretora do Iperba, Dolores Fernandez, enquadram-se no atendimento ambulatorial consultas de ginecologia e pré-natal, incluindo as consultas preparatórias da realização do procedimento de interrupção da gestação. “A gente tem na nossa estatística os abortos de maneira geral, dela são separados abortos previstos por lei e inseguros, incluindo espontâneos. A gente não faz uma investigação, se a mulher provocou, se não provocou”, afirma Dolores. Dos atendimentos emergenciais ocorridos em 2015 no Iperba, 506 estavam relacionados a casos de abortos inseguros, categoria na qual são registrados os abortos espontâneos e provocados. O número é 12,6 vezes maior que o de procedimentos autorizados por lei e representa o triplo dos abortos legalizados feitos pelo hospital nos últimos três anos. Em 2013 e 2014 foram atendidas 927 mulheres (em cada ano) em situação de aborto inseguro – respectivamente, 21 e 14 vezes mais que os casos apoiados na lei. Somados, os casos de abortos inseguros atendidos entre 2013 e 2015 representam 16 vezes o número de procedimentos legais realizados pelo Iperba no mesmo período. A média mensal de abortos inseguros registrados na unidade é de 50,6 (2015), 77,25 (2014 e 2013). Nenhuma morte materna em decorrência de aborto foi registrada na unidade, de acordo com os dados da Sesab. Segundo Dolores, além de pacientes de Salvador, boa parte das mulheres atendidas na unidade vem da Região Metropolitana: Lauro de Freitas, Simões Filho, Dias D´Ávila e Camaçari. “Nós não temos como dizer quantas são de Lauro de Freitas, quantas são Simões Filho, porque nosso sistema é parcialmente informatizado”, explica a diretora. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sem SUS, clínicas podem fechar

3/08/2012 - 12:51 |

A partir do mês de agosto, 29 clínicas particulares deixam de atender os pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Salvador, impactando negativamente no mercado da saúde da cidade, atingindo especialidades como neurologia, endocrinologia, ortopedia, angiologia, psiquiatria, entre outras.
Como cada clínica atendia, em média, cerca de 150 pacientes do SUS por dia, com o cancelamento, mais de quatro mil pessoas precisarão buscar atendimento em outro lugar, e sem esses pacientes os centros médicos alegam que não conseguirão se manter.
As clínicas foram descredenciadas por não entregar documentos necessários para a renovação do contrato com a Secretaria Municipal de Saúde, e algumas dessas clínicas atendiam cerca de 90% de pacientes pelo SUS.
De acordo com as entidades a suspensão do atendimento pelo SUS pode significar o fechamento destes estabelecimentos, diminuindo cerca de 1.300 postos de trabalho na área de saúde em Salvador.
Entre as clínicas descredenciadas estão a Clivale, o Insbot e as unidades da Clínica São Bernardo em Brotas e Pau da Lima.
Ricardo costa, vice-presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (AHSEB), afirma que certas clínicas não conseguem honrar com os compromissos fiscais por conta da baixa remuneração dos serviços pagos pelo SUS Salvador. “A consequência dessa baixa remuneração é que essas clínicas não conseguem pagar os impostos, fornecedores e trabalhadores”, diz.
Leia Também:
Atendimento médico do SUS está suspenso em 29 clínicas particulares de Salvador
http://varelanoticias.com.br/clinicas-descredenciadas-pelo-sus-podem-fechar-portas/

CAOS DA SAÚDE PÚBLICA TAMBÉM EM SALVADOR-BA

segunda-feira, 29 de abril de 2013



Único hospital que paga impostos (ISS) em Salvador, é o Hosp. Aliança. De acordo com o Balanço Geral! (R. Varela) da rede Record!

Tem um monte de empresas que cultuam o lucro ( com fachada de hospital) lucrando com a isenção de impostos, através do certificação de unidades de saúde que deveriam "atender" no SUS.

É uma vergonha!

Hospitais subsidiados pelo governo, não prestarem suporte ao povo! Que país é este?

A SAÚDE ESTÁ NA UTI!