quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Clínicas médicas são chamadas para prestar serviço ao SUS

Quinta, 15 de Março de 2012 - 20:45                            
Por Redação Bocão News

Um chamamento público será publicado pela Secretaria Municipal da Saúde do Salvador, nesta sexta-feira (16), convocando clínicas de 23 especialidades médicas a se habilitarem para credenciamento na rede SUS municipal.

O objetivo da convocação é a oficialização e formalização contratual entre os prestadores de serviço e a Prefeitura Municipal do Salvador.

Para concorrer, as clínicas deverão comprovar capacidade técnica e de instalação para cada especialidade listada no chamamento.

Os editais ficarão disponibilizados no site da Secretaria Municipal da Saúde: www.saude.salvador.ba.gov.br . Os interessados deverão entregar a documentação exigida no protocolo geral da SMS, situado na Rua da Grécia, nº. 03, Edfº Caramuru, Mezanino, Comércio, Salvador – Bahia, no prazo de 30 (trinta) dias corridos, contados a partir do 1º dia útil subsequente da publicação do chamamento.

CLIRF DO BARBALHO FECHA

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CLIRF DO BARBALHO FECHA

Tentando tranquilizar a comunidade do bairro de Salvador, a direção do Ifba diz que o processo de compra das casas ainda está na fase preliminar


Ela sofre de artrite, usa um andador para caminhar e só não é mais idosa que a própria casa onde mora. Haydée Alves de Souza, 96 anos, já estabeleceu uma relação quase afetiva com as paredes antigas, o piso de taco e os janelões do início do século passado. Talvez por isso, seja uma das mais preocupadas com a possibilidade de deixar o lugar. “Imagine eu ter que sair daqui? Que calamidade!”.


Imóvel antigo, hoje uma clínica de Fisioterapia, seria transformado em teatro do Ifba (Foto: Rafael Martins)

A aflição de dona Haydée é a mesma de 30 famílias moradoras do Barbalho, algumas delas proprietárias de casarões antigos há décadas. Na semana passada, todos receberam um comunicado do Instituto Federal da Bahia (Ifba), antigo Cefet, que fica no mesmo quarteirão, informando que a instituição daria início a um processo de compra de 20 imóveis do seu entorno para a ampliação do campus.

“Já tentaram isso muitos anos atrás, mas não conseguiram”, entregou Haydée, moradora do número 33 da rua Augusto Guimarães. Na área onde estão as casas, o Ifba pretende construir salas de pesquisa e extensão, laboratórios, salas de aula, um teatro e um estacionamento. Além de apreensivos com a possibilidade de saída, os moradores se mostram preocupados com a preservação do patrimônio, presente principalmente nas residências que conservam o estilo neoclássico.

“Tem famílias morando aqui há mais de 200 anos. O que eles vão fazer com os casarões e casas que pertencem a esse sítio histórico?”, pergunta o advogado Rafael Kafka, morador da casa nº6 da rua do Orum, a que mais seria atingida pela ampliação. A comunidade tem receio de perder suas residências por valores abaixo do mercado. “Não tenho intenção de vender meu imóvel. Se quisesse, botava uma placa”, avisa Raimundo Bispo dos Santos, da rua Emídio Santos, morador de um imóvel erguido há mais de 50 anos.

Tentando tranquilizar a comunidade, a direção do Ifba diz que o processo de compra das casas ainda está na fase preliminar. O diretor geral do Campus Salvador, Albertino Ferreira Júnior, garantiu ao CORREIO que não haverá ação de desapropriação. “É mentira dizer que vamos desapropriar. Marcamos uma conversa com os moradores. Se fosse desapropriar, não chamaria ninguém para diálogo”.

O diretor adiantou que a compra dos imóveis não seria a partir de seus preços venais, ou seja, baseado no IPTU. Albertino também disse que, no caso da retirada das famílias, a instituição de ensino cumprirá todas as normas relativas a patrimônio, gabarito e uso do solo. “Não somos malucos para fazer o que bem entendemos sem respeitar a lei. Sei do valor histórico e afetivo das coisas”, disse Albertino.

Fachadas 

Por outro lado, durante reunião com os moradores, na terça-feira, o próprio diretor afirmou que iria manter apenas as fachadas das construções para usar seus interiores. “Isso é ilegal! O senhor sequer consultou os órgãos de patrimônio”, bradou um dos moradores. Albertino adiantou que, em caso de negativa da comunidade, terá que buscar outras alternativas. Ao mesmo tempo, disse que não existe outra área para a instituição crescer.

A maior parte das casas cobiçadas fica na rua do Orum (antiga rua do Céu), cheia de história. Ali morou Armando Sá, autor da música Colombina, conhecida como o hino do Carnaval. Também fez o primeiro hino do Vitória. “Seu Armando ficaria muito triste se soubesse que o lugar onde morou foi destruído”, disse Alfredo Alves de Jesus, 73 anos, que em 2005 comprou o imóvel da família Sá. Acontece que a via sem saída, formada por uma nesga de casas, “invade” o Ifba. “Um dos dois foi construído no lugar errado. Os varais de roupa adentram a escola. As calcinhas e cuecas molhadas pingam aqui dentro”, ilustra Albertino.

Clínica 

Os moradores incluem em suas queixas o prejuízo social que a ampliação causaria. A clínica Clirf, que um dia já foi clube de Carnaval, está instalada em um casarão, na esquina da rua do Orum. Especializada em Fisioterapia, é a única da região que atende pelo SUS. “Se essa clínica sair daqui não sei o que vai ser da gente”, diz a aposentada Maria Guerreiro, 77 anos, que sofre de hérnia de disco, escoliose e artrite.

No seu andador, bem lentamente, dona Haydéee traz lá de dentro fotos antigas de família. Sem filhos, morando praticamente sozinha no casarão que garante ter mais de cem anos, vive das lembranças dos irmãos falecidos, que teriam adquirido o imóvel há pelo menos 60 anos. Prometeu cuidar da casa e de tudo o que foi deixado por eles. “Me tirar daqui é tirar toda minha família. Que calamidade!”, exclamou, repetindo sua expressão favorita.


Local é ‘área de proteção rigorosa’

Apesar de o Iphan confirmar que os casarões cobiçados pelo Ifba não são patrimônios históricos tombados, a região em que eles estão inseridos é considerada Área de Proteção Rigorosa. Ou seja, são vizinhos a monumentos tombados, o que os submete a regras. Além disso, no próprio Barbalho, há a Fortaleza de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ou simplesmente Forte do Barbalho, construído em 1638, esse sim patrimônio nacional.

“Ali faz parte da ‘zona de amortecimento’. Está bem próxima a área tombada”, explica o coordenador técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Bruno Tavares. Nesse caso, antes de serem autorizadas modificações, o projeto teria que ser submetido a análise conjunta do Iphan, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e da prefeitura.

O coordenador observa, porém, que o Iphan não tem autonomia para impor sua análise, já que não se trata de área tombada. “É apenas uma opinião que normalmente é seguida. Uma lei da prefeitura obriga que participemos dessa análise”, afirma. Apesar de o Ifba garantir que não haverá ação de desapropriação, ela não é impossível. Isso porque, com um decreto e uma autorização judicial, o poder público pode desapropriar qualquer área, desde que cumpra o princípio do interesse público. “Mas, como se trata de área próxima a monumento tombado, o construtor teria que manter a ambiência (características do local)”, diz o secretário municipal de Habitação e Meio Ambiente (Sedham), Paulo Damasceno.

Durante reunião com o diretor do Ifba, os moradores deram sugestões. Uma delas é que seja avaliada a possibilidade de fazer uma nova análise da área sem mexer nas casas. “Há vários imóveis, entre eles duas escolas estaduais abandonadas no bairro. Tem também um casarão que foi incendiado e foi o primeiro teatro do Brasil. Fica do outro lado da rua”, propôs o professor Alexandre Costa.

Sócios acreditam na destituição da diretoria do Hospital Espanhol

 
Por Tamyris Machado | Fotos: Vagner Souza
O clima é de insatisfação com a atual diretoria do Hospital Espanhol na assembleia extraordinária que está sendo realizado na noite desta quarta-feira (4). Os sócios presentes acreditam na destituição da diretoria e conselheiros. Eles lotaram o auditório para o que definiram de "momento histórico", já que nunca ocorreu uma destituição de gestão do tradicional hospital. 
"Sentimento de tristeza e alegria. Tristeza porque conseguiram acabar com o hospital e alegria porque hoje vamos colocar toda a diretoria para fora", disse o sócio contribuinte há 54 anos, Lino Pino.
O advogado do Fórum Independente dos Sócios, Amigos e Conselheiros do Espanhol, Vinicius Dantas, ressaltou o momento.  "Histórico! Nunca ocorreu isso e hoje os sócios estão buscando os seus próprios diretos e os direitos da população baiana", pontuou. 
A assembleia ocorre neste momento na sede do hospital e segue de forma tranquila. Até o momento nenhum membro da atual gestão, presidida por Demétrio Moreira, compareceu.

Por 348 votos, diretoria do Hospital Espanhol é destituída em assembleia


 
Por Tamyris Machado | Fotos: Vagner Souza
Por 348 votos a favor, sócios do Hospital Espanhol decidiram pela destituição da diretoria atual, presidida por Demétrio Moreira, durante assembleia extraordinária realizada na noite desta quarta-feira (4), no auditório do Galícia da unidade hospitalar. Outros dois votos foram contabilizados contrários e um nulo. A partir desta quinta-feira (5) já começa a contar o prazo de 30 dias para que o interventor, advogado Cristiano Reis, convoque novas eleições.
Fechado há quase um ano, e com dívida estimada em R$ 600 milhões de reais, uma das maiores instituições de Saúde do país, vive uma crise constante. O Fórum Independente de Sócios, Amigos e Colaboradores do Hospital conseguiu na justiça a votação da destituição do Conselho da unidade. 
O advogado do Fórum Independente, Vinícius Dantas, explicou que "qualquer sócio em pleno gozo dos direitos pode concorrer às eleições". Na noite desta quinta, os sócios votaram para o afastamento dos 44 membros da diretoria, incluindo os conselheiros. A diretoria era composta por 60 sócios, porém 14 conselheiros renunciaram ao cargo e dois membros da diretoria, antes da Assembleia realizada hoje.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desde 2002, três presidentes assistiram o Espanhol chegar no fundo do poço. sugundo BOÇÃO NEWS

R$ 600 milhões de reais. Este é o valor da dívida do Hospital Espanhol, fechado há quase dez meses e cuja caixa preta esconde o motivo que levou uma das maiores instituições de Saúde do país a definhar, até fechar as portas. 
 
No último dia 19, os conselheiros do Espanhol tiveram o que comemorar. Conseguiram na Justiça que a diretoria convoque uma assembleia para votar a destituição do Conselho da unidade, sob pena de multa em caso de desobediência. Em conversa com o Bocão News, a advogada Miriam Bulhosa, adiantou que a audiência será no dia 4 de novembro. Conforme Bulhosa, que representa os conselheiros, a necessidade da assembleia é para que exponha valores de orçamento do hospital e contratos que foram firmados, afim de se obter resposta sobre a crise que gera um montante quase milionário em dívidas. 
 
Sem destino certo, Bulhosa nega que possa ter havido compra por parte da Promédica e que nada ainda foi definido com relação ao futuro do hospital. Na conversa com o site, a advogada relata que tudo começou em 2002 e que, de lá pra cá, "esta crise temerária culminou até este final de hoje". "Nenhum presidente fez auditoria e, este último, Demetrio Moreira, fez parte por 10 anos do conselho e nunca sugeriu uma auditoria para saber o que estava acontecendo", criticou Bulhosa.
 
De acordo com Bulhosa, três presidentes passaram pelo Espanhol desde que foi identificada a crise. São eles:
 
 
 
2002 a 2005 //  2008  a 2011
Manuel Antas Fraga 
 
 
Roberto Cal Almeida
2005 a 2008
 
 
2011 até então
Demetrio Moreira Garcia
 
O estatuto foi modificado dilatando o mandato do Presidente atual até 2016.
 
Em contato com o ex-presidente Roberto Cal, este de pronto, negou o período em que esteve à frente do hospital. "Fiquei de 2001 a 2004. Na realiadade saí em abril de 2005", esclareceu. Quando questionado sobre o momento atual do hospital, Cal diz estar muito triste com o fechamento do Espanhol. "É ruim ver uma entidade onde trabalhamos muito fechar as portas. A gente não entende o que está acontecendo e pedimos que se tome uma decisão. A comunidade precisa do hospital aberto".
 
Sobre a crise ter sido iniciada ainda em sua gestão, Cal nega qualquer problema financeiro e revelou não lembrar o orçamento da época. "Não tive problemas financeiros e hoje prefiro não emitir minha opinião como ex-presidente. Houve auditorias independentes e fica chato eu dizer de quem é a culpa. Já não faço parte do hospital há dez anos e não sou conselheiro há muito tempo", afirmou.
 
Ainda sobre a relação com o Espanhol e sem citar nomes, Roberto Cal disse que não apoiou a atual gestão. "Fui contrário e sou contra. Apoiei a diretoria anterior, mas não quero ficar jogando lenha na fogueira", disparou.  O ex-presidente reafirmou que todas as suas contas foram auditadas e que não sabe o que pode ter desencadeado a crise. "Não tenho contato com ninguém de lá desde 2009, mas você enxergava que algo não ia bem. Tem atas do hospital e todas as minhas contas foram aprovadas por unanimidade", disse, complementando. "Tem tudo lá. Quanto se faturava e gastava".
 
O Bocão News está realizando um levantamento sobre empresas que prestaram serviço ao Espanhol durante o período citado como início dos 
problemas financeiros da instituição. Foram constatados contratos com a Perfil Gestão Empresarial Sociedade, cujo capital social gira em torno de R$ 220 mil. Sobre a empresa, Cal afirmou que houve sim contrato com a Perfil. "A Perfil fazia a consultoria e gestão. Eles ajudavam já que os diretores não são remunerados", relatou, informando que o custo da Perfil era de R$ 50 mil por mês. Ele não soube detalhar por quanto tempo a empresa prestou serviço ao hospital. 
 
Sem hesitar em dizer que quer o melhor para o hospital, Roberto Cal disse que sempre trabalhou com transparência e que nunca tomou decisões arbitrárias. "Sempre ouvi o conselho. Pode checar tudo", reforçou.
 
A reportagem ligou também para Manauel Antas, cujo telefone só dá na caixa. O site ligou para o atual presidente, Demetrio Moreira, mas as ligações não foram atendidas.
 
 
Fundo do poço
 
Em julho deste ano o Bocão News deu início a abertura da caixa preta e constatou que o MP e TCE investigam os milhões da Desenbahia. Enquanto cerca de 1.300 pacientes aguardam, diariamente, na fila da regulação e outros tantos lotam as emergências por falta de vagas, Salvador está há pouco mais de oito meses com um déficit que ultrapassa os 270 leitos. Isso porque um dos maiores hospitais da capital 
baiana fechou as portas após uma crise oriunda de má administração, cujo resultado foram demissões, transferência de pacientes e abandono dos prédios e equipamentos que prestavam serviço à Saúde pública e particular na Bahia.
 
À época, o site Bocão News conversou com o promotor da área de Improbidade Administrativa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP), Adriano Assis, que revelou um cenário ainda sem respostas sobre o que está por trás da crise do Espanhol e o montante de uma operação milionária ainda não justificado e já na mira do MP e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). "Temos duas áreas no MP que tem atribuições em relação a este caso do Espanhol. A área de Saúde - que irá apurar as consequências de atuação na Saúde Pública já que era um estabelecimento credenciado pelo SUS e a área na qual atuo. Na minha área, estamos verificando a questão do empréstimo que foi feito por parte da Desenbahia que tentou viabilizar a retomada das atividades antes da parada completa. Mas, estas atividades já vinham declinando. Infelizmente, não deu certo e o hospital fechou. Estamos analisando esta operação de financiamento e realizando o acompanhamento dela através do TCE para saber se houve regularidade na operação e se foi feita nos termos da legislação. Outro aspecto é garantir que, eventualmente, qualquer operação que envolva o hospital esteja assegurada à devolução dos recursos neste empréstimo e se houve improbidade em 2011", explicou o promotor, ressaltando que há uma liminar que determinou a garantia de indenização ao erário público caso irregularidades sejam encontradas.
 
Esta investigação gira em torno de um empréstimo no valor de R$ 53 milhões feito pela Desenbahia em 2013, época da crise do hospital. Em 2014, uma reunião entre o Sindicato dos Médicos (Sindmed), representantes do Hospital e do Governo tentou salvar a instituição. Na sede do Ministério Público da Bahia (MP), no CAB, os ânimos foram de acusações sobre de quem é a culpa pela maior crise na saúde pública já vista no Estado.
 
Para esclarecer o que está por trás deste empréstimo, a reportagem procurou a Desenbahia e enviou um e-mail no início da semana com diversos questionamentos referentes ao contrato como, por exemplo: como a Desenbahia buscou assegurar este recurso? Quais foram as garantias? Foi pago em parcelas? Se sim, qual o valor e quantas? O MP aponta inconsistências no quesito jurídico e técnico no contrato deste empréstimo. Como a Desenbahia se posiciona sobre isso? Até este sábado (25), nenhuma resposta foi enviada. A reportagem também procurou o presidente do Conselho Administrativo do Hospital Espanhol, Demétrio Moreira Garcia, que passou o caso Desenbahia para o advogado, mas afirmou: "Estamos empenhados em resolver o problema do hospital e em 40 dias haverá uma negociação pra definir o futuro do hospital". 
 
Entretanto, em contato com o advogado que representa o hospital, Washignton Pimentel, nenhuma resposta foi obtida pelo site em e-mail enviado também no início da semana. O e-mail foi solicitado pelo próprio advogado, que disse estar em São Paulo no dia do contato. No e-mail, questionamentos semelhantes aos que foram feitos à Desenbahia como: o valor foi pago de uma só vez ou dividido e qual a garantia feita por parte da Desenbahia para ter a devolução deste valor, já que o hospital estava em crise? Onde foi aplicado este dinheiro? Qual o débito total do Espanhol? Como andam as negociações para reativar o hospital? A Amil mostrou algum interesse? Há um prazo para que as negociações sejam finalizadas? 
 
De acordo com o promotor Adriano Assis, "o relatório do TCE aponta inconsistências  - tanto jurídica quanto técnica neste contrato. Esta é uma das questões. A outra é como foi decidido em que empregar este dinheiro e quais foram as prioridades. A Desenbahia vem prestando detalhes ao MP e estamos apurando como a estatal buscou assegurar este recurso. Quais foram as garantias?  Há critérios a serem atendidos e estamos analisando os critérios deste acordo para saber se houve análise técnica que verificasse se todas as exigências normativas foram preenchidas para não colocar em risco o credor. Tanto que no caso da Caixa Econômica, a Caixa verificou que não haveria viabilidade do retorno da quantia e não emprestou mais."
 
Com relação ao futuro do hospital e sobre as negociçaões em vigência, o promotor alegou que a condução disso fica a cargo da Real Sociedade Espanhola, que é uma instituição civil e privada. "Como há interesse público envolvido estamos investigando e acredito que o prejuízo seja muito grande", disse. O promotor não soube informar o valor total deste débito. "A Real Sociedade tem este valor. Há não só os empréstimos, mas as questões trabalhistas e passivo bancário, imposto. Isto ainda não foi auditado nem certificado, por enquanto, por nenhuma autoridade pública", afirmou.
 
Um outro empréstimo recebido pelo Hospital Espanhol foi da Caixa Econômica Federal, cujo valor total foi de R$ 57 milhões. Desse montante, R$ 32 milhões foram repassados e, dos R$ 25 milhões que restavam, apenas R$ 4 milhões foram disponibilizados para o hospital. Por conta disso, o pagamento dos cerca de 600 funcionários cadastrados na insitutição ficou atrasado. Com a crise agravada, o fechamento tornou-se algo inevitável.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Novos leitos de UTI pediátrica serão criados na Bahia

A criação de mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica na Bahia. Este é o destaque do governador Rui Costa, durante o programa semanal Digaí, Governador!. De acordo com o informado pelo chefe do Legislativo estadual, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, terá mais dez leitos e cita outros dez entregues no Hospital da Criança (HEC), em Feira de Santana. A meta é "zerar a fila de cirurgias infantis", afirma o governador.
Rui também aborda as festividades da Independência da Bahia, nesta quinta-feira (2 de Julho), entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Paulo Afonso e em Bom Jesus da Lapa, de mobilidade urbana em Feira de Santana, abastecimento de água em Encruzilhada, além de comentários de internautas no Blog Digaí, Governador!
Mais Médicos
No Hospital da Criança, onde foram retomadas as cirurgias cardíacas, a gestão é feita atualmente pela organização social Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil. O Hospital Martagão Gesteira, na capital, vinculada à Liga Álvaro Bahia, também ganhou dez leitos recentemente.
Ainda na área da saúde, Rui Costa fala dos 35 novos profissionais do Programa Mais Médicos – brasileiros formados no exterior - que chegaram, no último domingo (28), para ampliar o atendimento à população da Bahia. "Por onde eu passo [...] é uma aprovação excepcional de todos os médicos, dos brasileiros e de outros Países que vieram trabalhar [nesse] programa do governo federal".
O Digaí, Governador! também divulga a entrega, nesta sexta-feira (3), de moradias, em Bom Jesus da Lapa, e de sistema de abastecimento, no sábado (4), no município de Encruzilhada, na região de Vitória da Conquista. O programa 'Diga Aí, Governador' é produzido pela Secom, veiculado toda terça-feira, às 7h30, pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Filantrópicas de saúde criticam pouco recursos para a saúde


Hoje é o Dia D municipal do Movimento Nacional pela Sobrevivência das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, construído pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos – (CMB), com o apoio das Federações Estaduais. Tem como objetivo buscar o apoio da sociedade, inclusive dos gestores, para sensibilizar a equipe econômica do Governo sobre a necessidade do financiamento pleno do setor, para assegurar sua sobrevivência. O Movimento, que tem como slogan “Acesso à Saúde: Meu Direito é um Dever do Governo”, terá mais dois momentos: Dia D Estadual (13 de julho) e dia D nacional (4 de agosto).
O apoio da sociedade é muito importante porque o setor enfrenta séria crise, mesmo com o aumento dos incentivos governamentais dos últimos anos. É que a Tabela SUS, acrescida dos poucos incentivos, juntos, só cobrem 60% do custo real do procedimento, defasagem que tem determinado o endividamento das entidades, cujo montante já supera os R$ 17 bilhões. E o setor filantrópico é responsável por mais de 41,6% das internações do SUS no País, índice que alcança 58,6% nas internações de alta complexidade. Por isso, é preciso assegurar a saúde financeira das entidades, evitando fechamento de novos leitos, situação que torna ainda mais difícil o acesso da população à saúde.
Pesquisa do Conselho Federal de Medicina, com dados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) aponta que foram desativados cerca de 13 mil leitos na rede pública de saúde desde 2010, passando de 361 mil para 348 mil em julho de 2013. E o setor filantrópico disponibiliza, nos seus 1.753 hospitais, 126.883 leitos para o SUS no País, sendo 6.288 na Bahia (88 hospitais). Por ano, são 240,4 milhões de atendimentos ambulatoriais no âmbito nacional, sendo 12 milhões na Bahia. No estado, o setor filantrópico realiza para o SUS 95,6% das cirurgias oncológicas; 83,15% do tratamento em Oncologia; 78,52% das cirurgias do aparelho da visão; 45 % das cirurgias do aparelho circulatório; 44% das cirurgias das vias aéreas superiores, face, cabeça e pescoço; 26% dos partos.
 
Na avaliação do presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Bahia (FESFBA), Maurício Dias, defender a sobrevivência das Santas Casas é defender o acesso à saúde, é ampliar a oferta de serviços para a população e fortalecer o SUS.