domingo, 27 de abril de 2014


Sistema Nervoso

Tem como função a homeostasia (equilíbrio interno do nosso corpo) e a relação do nosso corpo com o meio ambiente.

Exemplo de Homeostasia:

Aumento da produção de hormônio e distribuição em nosso corpo, Aumento da freqüência cardíaca e diminuição da freqüência cardíaca.

Divisão do sistema nervoso:

  • Funcional
  • Anatômica (morfologia)

Funcional:

  • Sistema Nervoso Somático
    • Aferente
    • Eferente
  • Sistema Nervoso Visceral
    • Aferente
    • Eferente

Aferente ou Sensitiva – Quando o impulso nervoso sai da periferia e vai para o sistema nervoso central. Ex. Tato, Visão, Dor, - Sensações - Sensitivas.

Eferente – Quando o impulso nervoso sai do sistema nervoso central para a periferia. A via eferente vai para a periferia mais precisamente para o órgão efetor que pode ser o músculo ou glândula.

Os músculos podem ser esquelético, liso, e cardíaco.

Sistema Nervoso inervam músculos esqueléticos e Sistema Nervoso visceral inerva músculos lisos, cardíacos e glândulas.

A porção eferente do sistema nervoso visceral é autônomo – simpático e parassimpático.

Divisão anatômica do sistema nervoso: (leva em consideração a anatomia).

Sistema Nervoso Central

  • Encéfalo
    • Cérebro
      • Telencéfalo
      • Diencéfalo
    • Cerebelo
    • Tronco encefálico
      • Mesencéfalo
      • Ponte ou Protuberância
      • Bulbo ou medula Oblonga
  • Medula

Sistema Nervoso Periférico

  • Nervos
    • Espinhais – Medula
    • Cranianos – Encéfalo
      • Sensitivo
      • Motores
      • Visceral
  • Gânglios
  • Terminações Nervosas

Sistema Nervoso é formado por dois tipos de células:

  • Neurônios
  • Neuroglias

Neurônios – è a unidade morfofuncional do Sistema nervoso – condução e interpretação – formado por dentritos, corpo celular, e axônio.

  • Dentritos – Pequenos e numerosos prolongamentos
  • Corpo celular – é o único que corresponde ao centro trófico (nutricional) do neurônio e onde encontramos a maioria das organelas.
  • Axônio – Prolongamento geralmente único e grande. O final do axônio apresenta uma dilatação chamada de terminação axônica.
A classificação dos neurônios quanto ao prolongamento:

  • Multipolares – Apresentam vários dentritos, um corpo celular, um axônio e eles correspondem a maioria dos neurônios que possuímos.
Neurônio Multipolar
  • Bipolar – Apresentam um dentritos, um corpo, e um axônio.
    • Conduz impulso nervoso sensitivo – Ex. Visão e audição.
Neurônio Bipolar
  • Pseudo-unipolar – Apresentam um corpo celular, um axônio que se bifurca
    • Conduz a maioria dos impulsos nervosos sensitivos – Todos menos da Visão ou da audição.
Neurônio Pseudounipolar

Células de Schwann

Quem produz a bainha de mielina no sistema nervoso periférico

Oligodentrócitos – quem produz a bainha de mielina no sistema nervoso central

Visão dupla (Diploplia)

Os axônios podem ou não apresentar um revestimento de uma substancia tipo lipoprotéica chamada bainha de mielina.

Axônios – são chamados mielinizados ou mielinicos que apresentam bainha de mielina.
A bainha de mielina encontrada apenas no axônio, não existe nos dentritos ou corpo celular.

O neurônio que apresenta axônios mielinizados, Ele é também chamado de neurônio mielinizado.

Função da bainha de mielina:

  • Aumentar a velocidade de condução do impulso nervoso
  • Revestir o axônio isolando a membrana citoplasmática do contato do meio extra-celular.

A bainha de mielina quando presente num axônio reveste completamente este axônio.
Existem áreas desprovidas de bainha de mielina chamadas nódulos de Ranvier.

Nódulos de Ranvier - Regiões que permitem o contato do meio extra-celular com a membrana citoplasmática
Os axônios podem não apresentar bainha de mielina e neste caso chamados de axônios amielinizados ou amielinicos.

O neurônio apresentam em toda sua extensão (dentritos, corpo celular e axônio) as seguintes propriedades:

  • Excitabilidade que corresponde a capacidade de excitar quando estimulado
  • Condutibilidade que corresponde a capacidade de conduzir impulsos nervosos

A membrana citoplasmática do axônio – é chamada de Axolema
O citoplasma do axônio – é chamada de Axoplasma

Potencial de membrana:

Estado onde o neurônio se encontra em repouso, ou seja, sem conduzir impulso nervoso onde o meio intra-celular é eletronegativo com grande concentração de potássio. E o meio extra-celular eletropositivo com grande concentração de sódio e cloro.
Potencial de Ação ou Despolarização:

Estado onde o neurônio se encontra conduzindo impulso nervoso. O estimulo é realizado, o local estimulado chamado de zona de gatilho e esse estimulo promove a abertura dos canais de sódio. Como existe uma grande concentração de sódio no meio extra-celular o sódio passa para o meio intra-celular deixando o meio intra-celular eletro positivo e o meio extra-celular eletronegativo. Esta inversão da polaridade se da em direção a terminação axônica.

Re-polarização:

Estado onde neurônio volta a situação inicial e ocorre em duas etapas:

1ª etapa: O estimulo inicial que promoveu a abertura dos canais de sódio gerando a despolarização também promove a abertura dos canais de potássio só que tardiamente como existe uma maior concentração de potássio no meio intra-celular deixando eletronegativo o meio intra-celular e o meio extra-celular eletro positivo.

2ª etapa: Ocorre a ação da bomba de sódio e o potássio, que com o gasto de energia (ATP) pode essa bomba transporta três sódios do meio intra-celular para o meio extra-celular e dois potássios do meio extra-celular para o meio intra-celular.

Potencial de ação ou despolarização em um neurônio mielinizado ou condução saltatoria. - Corresponde a despolarização (que é a condução do impulso nervoso) em um neurônio mielinizado onde a inversão da polaridade se da saltando de um nódulo de Ranvier para outro. 

120 metros por segundo neurônio mielinizado e 0,5 metros por segundo o neurônio amielinizado

Como na condução saltatória não há a necessidade de despolarizar toda a extensão da membrana citoplasmática a velocidade de condução do impulso nervoso é maior.

Hiper-polarização:

Estado onde o neurônio se encontra em uma processo de inibição da condução do impulso nervoso onde o meio intra-celular se torna ainda mais eletro-negativo ou pela entrada de cloro ou pela saída de potássio.

Sinapse:

Impulso nervoso ao chegar na terminação axonica que precisa passar para uma outra célula. Isso ocorre através de uma sinapse. Esta outra célula pode ser outro neurônio ou um órgão efetor (órgão efetor – músculo ou glândula).

Componentes de uma sinapse:

  • Membrana pré-sinaptica – é a membrana citoplasmática da terminação axonica.
  • Membrana pos-sinaptica – é a membrana citoplasmática da outra célula
  • Fenda sinaptica – é o espaço entre as duas membranas.

No citoplasma da terminação axonica existem vesículas sinapticas que apresentam no seu interior substancias químicas chamadas de neurotransmissores. Na membrana citoplasmática da outra célula ou membrana pos-sinaptica existem receptores que são específicos para cada tipo de neurotransmissor.

A membrana pré-sinaptica e a membrana pos-sinaptica não estão juntas existindo entre elas um espaço chamado de fenda sinaptica onde é encontrada uma grande quantidade de cálcio (CA++).

Classificação da Sinapse:

Interneural – Uma sinapse entre dois neurônios.
Neuroefetuadora – Uma sinapse entre neurônio e órgão efetor que pode ser somática quando o órgão efetor é um músculo esquelético e visceral quando o órgão efetor é um músculo liso cardíaco ou glândula.

Transmissão Sinaptica: Quando a despolarização chega a membrana pré-sinaptica ocorre a abertura dos canais de calcio (CA++). Como existe cálcio em grande quantidade na fenda sinaptica. O cálcio entra no citoplasma da terminação axônica ativando proteínas de ligação que vão unir as vesículas sinapticas com a membrana pré-sinaptica.

Ocorre a ruptura da membrana pré-sinaptica, o neurotransmissor é lançado e espalhado (difundido) pela fenda que vai ser captado pelo receptor localizado na membrana pos-sinaptica.

Neurotransmissores classificam em:

  • Excitatórios – São aqueles que quando captados pelo receptor gera na membrana pos-sinaptica uma despolarização. Exemplos:

    • Noadreanalina
    • Acetilcolina
    • Adrenalina

  • Inibitórios – São aqueles que quando captados pelos receptores na membrana pos-sinaptica gera a hiper-polarização. Exemplos:

    • GABA – Acido Gama Amino Butirico

Todo processo é igual.

Potencial pos-sinaptico excitatorio “PPSE”.

- Potencial gerado na membrana pos-sinaptica quando o receptor capta neurotransmissor excitatório gerando na membrana pos-sinaptica a despolarização

Potencial pos-sinaptico inibitório “PPSI”.

- Potencial gerado na membrana pos-sinaptica quando o receptor capta neurotransmissor inibitório gerando na membrana pos-sinaptica a hiper-polarização.

“Uma sinapse inibitória ocorre apenas entre dois neurônios. Nunca entre um neurônio e um órgão efetor.”

Uma curiosidade:

* O laser de baixa potencia (Uma das ações do laser é a analgesia) apresenta um efeito analgésico por alguns motivos e um deles é devido ao aumento da produção de ATP pelas mitocôndrias aumentando a atividade da bomba de sódio e potássio. Como vai sair mais sódio dos que entram potássio, vai deixar o neurônio hiper-polarizado tornando-se mais difícil a condução do impulso nervoso da dor.

Ação dos Fármacos:

  • Toxina botulina (Botox, Dysport)
  • Anestésicos Locais
  • Drogas Curarizantes

Placa motora ou junção neuromuscular ou junção mioneural – é uma sinapse entre neurônio e músculo esquelético. A proteína de ligação utilizada nesta sinapse é a SNAP25 – o neurotransmissor liberado é a acetilcolina. O receptor é o colinergico nicotínico.

A ação da Toxina botulina bloqueia a proteína de ligação da placa motora (SNAP25) conseqüente não tem a liberação do neurotransmissor nem da contração muscular.

Drogas curarizantes – Elas ocupam os receptores colinergicos nicotínicos da placa motora consequentemente a acetilcolina não tem como se associar ao receptor não ocorrendo contração muscular.

Anestésicos Locais – Ele bloqueia os canais de sódio conseqüentemente não permite a ação da despolarização.  Se o neurônio motor não ocorre contração muscular, se for sensitivo perde a sensibilidade.

Excitabilidade nervosa somática:

1)      Animal: rã
2)      Preparo muscular
3)      Estímulos
a.       Elétrico
b.      Físico (mecânico)
c.       Químico (NaCl) Sal
d.      Térmico (Calor)

4)      Bloqueio da contração muscular
a.       Anestésico Local
b.      Toxina botulinica
c.       Drogas curarizantes

Obs. A bainha de mielina é quem da característica branca ao sistema nervoso

  • Um axônio – chamado fibra nervosa
  • Nervos correspondem ao conjunto de axônios do SNP (Sistema nervoso periférico)
  • Tratos ou Fascículos – conjunto de axônios do SNC (Sistema nervoso central)
  • Gânglios – Locais onde apresentam corpos celulares do SNP (Sistema nervoso periférico)
  • Núcleos – Locais onde apresentam no interior corpos celulares do SNC (Sistema nervoso central)

A sinapse entre neurônio e músculo esquelético é chamada de placa motora, junção neuro muscular ou junção mioneural

Na placa motora; o neurotransmissor liberado é a acetil colina – a proteína de ligação é a SNAP25.

Receptor chamado de colinergico nicotínico

Processo contração muscular – a despolarização chega na membrana pré-sinaptica – abre-se canais de cálcio – o cálcio entra no interior da terminação axônica ativando a proteína de ligação SNAP25 – essa proteína une a vesícula sinaptica com a membrana pré-sinaptica.

Ocorre a ruptura da membrana. A acetil colina é lançada na fenda sinaptica – se espalha por ela e vai ser captada pelo receptor colinergico nicotínico localizado na membrana pos-sinaptica do músculo esquelético promovendo a despolarização da membrana do músculo que é o inicio da contração muscular.



TRONCO ENCEFÁLICO:

È uma sub-divisão do encéfalo – dividido do sentido crânio caldal, ou seja, supero-inferior em mesencéfalo, ponte ou protuberância e bulbo ou medula oblonga.

Vista anterior do mesencéfalo:

Existem duas estruturas chamadas de pedúnculos cerebrais. Tem a função de unir o mesencéfalo aos hemisférios cerebrais. Entre os pedúnculos cerebrais existe uma cavidade chamada de espaço ou foca interpenducular. Serve de origem para o terceiro par craniano que é o nervo óculo-motor.

Vista posterior do mesencéfalo:

Existem quatro saliências, duas superiores, duas inferiores chamadas de colículos. (superiores e inferiores). Abaixo dos colículos inferiores existe a origem do quarto par craniano que é o nervo troclear.

Vista anterior da ponte:

Separando a ponte do mesencéfalo existe um sulco chamado de pontino superior. Separando a ponte do bulbo existe um sulco inferior também chamado de sulco bulbo pontino. Na face antero-lateral da ponte existe a origem do quinto par craniano que é o nervo trigêmeo. 

Vista posterior da ponte:

Na região postero-lateral da ponte existem pedúnculos cerebelares que servem para unir os hemisférios cerebelares a ponte.

Obs.: A fixação do cerebelo a ponte se da pelas regiões postero-laterais. Na região central da parte posterior da ponte não existe comunicação com o cerebelo; existe na verdade uma cavidade chamada de quarto ventrículo.

No meio do diencéfalo existe uma outra cavidade; que vem a ser o terceiro ventrículo. Dentro dos ventrículos é onde se encontra o liquido cérebro espinhal ou liquido cefalorraquidiano ou liquor que é o liquido que banha o SNC (Sistema nervoso central).

Comunicando o terceiro ventrículo com o quarto ventrículo existe um canal localizado no interior do mesencéfalo chamado de aqueduto cerebral.

Vista anterior do Bulbo:

No sulco bulbo continuo, próximo a linha media existe a linha do sexto par craniano que é o nervo abducente mas lateralmente ao sexto par craniano no mesmo sulco pontinuo existe a origem do sétimo par craniano que é o nervo facial. Lateralmente ao sétimo par craniano existe a origem do oitavo par craniano que é o nervo vestíbulo coclear.

Na linha media existe um sulco mais aprofundado chamado de fissura mediana anterior.

Na parte inferior, na vista anterior do bulbo; a fissura mediana anterior apresenta uma interrupção chamada de decussação das pirâmides (decussar = cruzar). Que é onde ocorre o cruzamento da maioria dos neurônios “motores”.

Bilateralmente a fissura mediana anterior existe duas saliências chamadas (esquerda e direita) pirâmide bulbar. Lateralmente a pirâmide bulbar existe um sulco lateral ou colateral anterior. Lateralmente ao sulco lateral anterior existe uma saliência chamada de oliva bulbar (esquerda e direita).

Região posterior do Bulbo:

No sulco da linha media existe um sulco que é não é aprofundado chamado mediano posterior; bem lateralmente ao sulco mediano posterior existe sulco lateral ou colateral posterior. Entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior existe um sulco intermédio.

Região inferior posterior do Bulbo:

Entre o sulco mediano posterior e o sulco intermédio existe um fascículo grácil que sobre e vai terminar em uma dilatação chamada de tubérculo grácil e é localizado na parte superior.

Entre o sulco intermédio e o sulco lateral posterior existe um fascículo cuneiforme que sobe e termina em uma dilatação chamada de tubérculo cuneiforme.

O sulco lateral posterior do bulbo existe a origem do nono par craniano que é o nervo glossofraringeo; logo abaixo a origem do décimo par craniano que é o nervo vago e logo abaixo, a origem do décimo primeiro par craniano que é o acessório.

O décimo segundo par craniano tem a origem na parte anterior, ou seja tem a origem no sulco lateral do bulbo que é o nervo hipoglosso.


PAR CRANIANO
NERVO
LOCALIZAÇÃO
I
Olfatório
Telencéfalo
II
Óptico
Diencéfalo



III
Óculo Motor
Tronco encefálico
IV
Troclear
Tronco encefálico
V
Trigêmeo
Tronco encefálico
VI
Abducente
Tronco encefálico
VII
Facial
Tronco encefálico
VIII
Vestíbulo coclear
Tronco encefálico
IX
Glossofaríngeo
Tronco encefálico
X
Vago
Tronco encefálico
XI
Acessório
Tronco encefálico
XII
Hipoglosso
Tronco encefálico


MEDULA ESPINHAL:

A medula esta localizada dentro do canal vertebral ou medular que é formada pela superposição das 33 vértebras.

Limites da Medula:

Superior corresponde a articulação ocipital-atlodiana ou atlo-ocipital
Inferior esta ao nível da segunda vértebra lombar.

A medula preenche o canal vertebral apenas ate a segunda vértebra lombar pelo fato de que ainda na vida intra-uterina ocorre uma diferença de crescimento entre a estrutura óssea (vértebras) e a estrutura nervosa (medula espinhal). Consequentemente como a medula cresce mais lentamente não vai preencher todo canal vertebral.

A medula é dividida em seguimentos medulares:

  • 08 - cervicais
  • 12 - torácicas
  • 05 - lombares
  • 05 - sacrais
  • 01 - coccígeo

No total de 31 seguimentos medulares

Vertebrais:

  • 07 – cervicais
  • 12 – torácicas
  • 05 – lombares
  • 05 – Sacrais
  • 04 – Coccigeos

No total de 33 vértebras.

Nervos Espinhais:

  • 08 - cervicais
  • 12 - torácicas
  • 05 - lombares
  • 05 - sacrais
  • 01 - coccígeo

No total de 31 nervos espinhais.

A partir de cada segmento medular tem a origem de uma par de nervos espinhais.

Visão macroscópica da medula:

Intumescências:

Ø  Cervicais – Superior
Ø  Lombares – Inferior

A medula apresenta duas dilatações chamadas de intumescências. Estas intumescências existem pelo fato que nelas são encontradas os corpos celulares dos neurônios “motores” que vão para os membros superiores (no caso da intumescência Cervical) ou membros inferiores (no caso da intumescência Lombar).

O final da medula apresenta uma forma cônica em uma estrutura chamada de cone medular. Abaixo da “L2” vertebral não existe mais medula e o canal vertebral preenchido por uma estrutura chamada calda eqüina que é formada pelas raízes dos últimos nervos espinhais.

Para identificar os segmentos medulares em relação as vértebras utiliza-se as seguintes regras:

a)      Das vértebras “C2” a “T10” para localizar os segmentos medulares correspondentes soma-se dois.
b)      Com as vértebras “T11” e “T12” encontra-se os cinco segmentos lombares medulares.
c)      Com a vértebra “L1” encontram-se os cinco segmentos sacrais medulares.

Para localizar o local de exteriorização dos nervos espinhais utilizam-se as seguintes regras:

a)      Os nervos cervicais vão se exteriorizar acima das vértebras correspondentes com exceção do nervo “C8” que vai se exteriorizar entre as vértebras “C7” e “T1”. Exemplo – O nervo “C3” vai se exteriorizar-se em cima da vértebra “C3”.
b)      Para os demais nervos espinhais utiliza-se a seguinte regra no qual estes nervos vão se exteriorizar-se abaixo das vértebras correspondentes. Exemplo o nervo “T8” que vai se exteriorizar abaixo da “T8”.

Visão microscópica da medula:

A medula é dividida em uma parte interna que apresenta um formato da letra H ou borboleta chamada de substancia cinzenta e uma parte externa chamada de substancia branca.

A substancia cinzenta é dividida em colunas ou cormos podendo ser posterior, anterior e lateral (coluna).

A coluna vertebral só existe entre os segmentos medulares “T1” a “L2”; isto ocorre pelo fato de que apenas nos segmentos medulares “T1” a “L2” existem os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares do Sistema Nervoso simpático.

Medula e Nervos Espinhais:

Divisão da substancia branca – dividida em funículos onde existe funículo anterior, funículo lateral e funículo posterior.

Funículo Anterior – Esta localizado entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral anterior.

Funículo Lateral – Esta localizado entre o sulco lateral anterior e o sulco lateral posterior.

Funículo Posterior – Esta localizado entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior.

Entre “C1” e “T6” segmentos medulares existe o sulco intermédio que vai formar o septo intermédio que divide o funículo posterior em duas partes; localizada mais medialmente e chamada fascículo grácil e outra mais lateralmente de fascículo cuneiforme.

Abaixo do segmento medular T6 o funículo posterior é formado apenas pelo funículo grácil.

Formação dos Nervos espinhais:

A partir de cada segmento medular dos sulcos laterais anteriores e posteriores partem respectivamente os filamentos nervosos anteriores e posteriores.

Filamentos Nervosos Anteriores vão se unir formando a raiz ventral ou anterior.
Filamentos Nervosos Posteriores vão se unir formando a raiz posterior ou dorsal.
As raízes vão se unir formando um nervo espinhal.

Se for dado um estimulo sensitivo em uma região inervada pelos nervos espinhais, o receptor sensitivo capta o estimulo e gera um impulso nervoso que é conduzido através do neurônio pseudo-unipolar.

Inicialmente vai pelo nervo espinhal, depois raiz dorsal chegando à região posterior da medula. Isso significa que a raiz dorsal e a região posterior da medula são sensitivas. Se ocorrer uma lesão nessa região, vai perder a sensibilidade.

Para contrair um músculo esquelético; o impulso nervoso sai através de um neurônio onde seu corpo celular esta na coluna anterior da substancia cinzenta e o axônio vai através da raiz anterior ou ventral e do nervo espinhal ate o músculo esquelético. Isso significa que a região anterior da medula é a raiz ventral são motoras. Se o paciente sofre lesões nessas regiões perde a motricidade.

Como o nervo espinhal é formado por neurônios sensitivos ou motores; ele é chamado de “misto” Se o paciente sofrer uma lesão perdera tanto a motricidade quanto a sensibilidade.

O Sistema Nervo Central é revestido por membranas chamadas de meninges. Que são elas a “Pia-máter” mais interna e aderida a medula, a “Aracnóide” intermediaria e a “Dura-máter” que é a mais externa.

O limite inferior da dura-máter esta ao nível da “S2” vertebral formando um revestimento saco dural e dentro encontramos a calda eqüina.

Espaços medulares:

As meninges não estão aderidas umas as outras. Existem espaços chamados de medulares.

Espaço extra-dural – é o espaço entre o periósteo e dura-máter.
Espaço sub-dural – espaço entre a dura-máter e aracnóide
Espaço sub-aracnoideo – espaço entre a aracnóide e a pia-máter onde é encontrado liquido céfalo-raquidiano

Sistema Nervoso Autônomo

Dividide-se em Simpático e Parassimpático no qual corresponde a parte eferente do sistema nervoso visceral.

Diferenças da parte eferente visceral e a parte eferente do somático:

Visceral inerva músculos liso, cardíaco e glândulas.
Somático inerva músculo esquelético

Sistema nervoso autônomo é involuntário e age independentemente da nossa vontade.
Sistema nervoso somático é voluntário e depende de nossa vontade.

Sistema nervoso visceral é controlado pelo hipotálamo.
Sistema nervoso somático é controlado pelo córtex cerebral.
Sistema nervoso visceral do sistema nervoso central do órgão efetor existe “dois neurônios”.

Sistema nervoso somático do sistema nervoso central do órgão efetor existe apenas “um neurônio”.

Se no sistema nervoso visceral do sistema nervoso somático ao órgão efetor existem dois neurônios. O corpo celular do segundo neurônio esta localizado no sistema nervoso periférico. O local onde se encontra o corpo celular no sistema nervoso periférico chamado de gânglio. O neurônio que esta localizado antes do gânglio chamado de neurônio pré-ganglionar e depois de pos-ganglionar.

Diferenças entre Simpático e Parassimpático:

Simpático – Sistema Nervoso da luta, da fuga, e do stress.
Parassimpático – Sistema Nervoso da tranqüilidade.

Sistema nervoso simpático tem a origem toraco-lombar nos segmentos medulares “T1 a L2
Sistema nervoso parassimpático tem origem crânio-sacral do tronco encefálico e segmentos medulares “S2 a S4

No sistema nervoso simpático, o neurônio pré-ganglionar é curto e o pos-ganglionar é longo.
No sistema nervoso parassimpático, o neurônio pré-ganglionar é longo e o pos-ganglionar é curto.

No sistema nervoso simpático, o neurônio pré-granglionar faz sinapse com vários neurônios pos-ganglionares.

No sistema nervoso parassimpático, o neurônio pré-ganglionar faz sinapse com poucos neurônios pos-ganlgionares.

Na sinapse entre o neurônio pré-ganglionar e o neurônio pos-ganglionar, tanto no simpático quanto no parassimpático; o neurotransmissor liberado é acetilcolina e o receptor colinergico nicotínico.

No simpático na sinapse entre o órgão e neurônio pos-ganglionar; o neurônio transmissor é liberado noradrenalina e o receptor adrenergico.

No parassimpático na sinapse ente pos-ganglionar e o órgão efetor; o neurotransmissor liberado é acetilcolina e o receptor colinergico nicotínico.

Funções no simpático e parassimpático:

LOCALIZAÇÂO
SIMPATICO
PARASSIMPATICO
Na pupila
Midriase
Miose
Glândulas salivares
Secreção escassa e viscosa
Secreção abundante e fluida
Coração – músculo liso
Taquicardia, força de contração.
Braquicardia
Pulmões – brônquios
Dilatação
Constricção
Trato digestivo
Baixa peristoltismo (contração gastro intestinal)
Relaxamento
Fígado
Glicogenolise (quebra de glicogênio)
Glicogenese
Pênis
Ejaculação
Ereção
Músculos piloeretores
Contração
Não atua
Músculo esquelético
Glicogenolise (aumenta a contração)
Não atua
Vasos da periferia
Contricção
Não atua
Glândulas sudoríparas
Sudorese
Não atua
Glândula adrenal
Promove liberação de adrenalina
Não atua



  




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